sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Será que somos realmente livres na internet?

A World Wide Web (rede mundial de computadores) foi concebida e construída a partir de um fundamento principal: a liberdade pela conexão em rede, e não demorou para se tornar o carro-chefe da liberdade de expressão. Com ela, passamos de consumidores de informação para também produtores de conteúdo.


Para termos uma noção, a China levantou uma verdadeira muralha para barrar as redes sociais e censurar buscas na internet. Para escapar desse bloqueio, os usuários utilizam redes privadas virtuais, as chamadas VPNs, elas criam um túnel de conexão protegido por criptografia que atravessa a muralha virtual até um servidor em outro país. Além disso, as citações ao Massacre da Praça da Paz Celestial e fatos ligados aos movimentos de Independência de Taiwan e do Tibet simplesmente não são encontrados.

Neste sentido, surgem algumas questões importantes: O quanto somos realmente livres na internet para acessar conteúdos e também nos expressarmos? Quem governa a rede? Com quais seriam esses interesses? Será que temos privacidade, de fato, já que para possuirmos ela, precisamos também concordar com os seus Termos de Uso (sempre que houver mudanças) e para usar obviamente, você terá que dar acesso ao seu microfone e câmera do dispositivo, por exemplo, para que o sistema possa gravar (todos esses dados e usá-los quando for preciso), filtrar, analisar, armazenar e avaliar todo seu comportamento, com finalidade segundo o próprio presidente Barack Obama de prevenir ataques terroristas?

Onde ficam os direitos humanos? Quem garante o direito de todos os cidadãos a uma conexão rápida e de baixo custo? Essas e outras questões são debatidas do documentário Freenet por especialistas e ativistas, como Lawrence Lessig, Sérgio Amadeu da Silveira, Jacob Appelbaum, Glenn Greenwald, Edward Snowden, Frank La Rue, Nnenna Nwakanma, Catalina Botero, entre outros. O filme passeia pela África, Índia, Estados Unidos, Brasil e Uruguai, mostrando iniciativas e obstáculos para a democratização do acesso à internet e para a garantia de neutralidade da rede.



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