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11 dezembro, 2020

As trilhões de perguntas e nenhuma resposta

Basicamente, o objetivo central do Google era apenas organizar as informações de todo o mundo e torná-las universalmente úteis e acessíveis. 20 anos depois, nós percebemos que agora de acordo com o fundador do Google, ele diz: "Google não se trata de mais um motor de busca, se trata da criação de um Deus". 

Os algoritmos da busca do Google são como um segredo muito bem guardado ao nível da "receita da Coca-Cola", porque como diz um próprio funcionário da companhia, se contasse as pessoas poderiam manipulá-los. E através dos algoritmos, podemos encontrar as informações mais relevantes, de preferência no topo dos resultados da primeira página, já que a segunda página (bem como a biblioteca) é um local raramente visitado por seres humanos.

Além disso, a Cathy Edwards, VP de busca, diz que a empresa faz mudanças nos algoritmos de busca em média seis vezes por dia, o que nos leva a outras questões como qual peso está sendo atribuído em relação à quantidade e qualidade, originalidade, relevância e quem decide o que é melhor para uma determinada pessoa (de acordo com as suas próprias diretrizes)?

Por exemplo, uma busca de qualidade, porém de uma fonte que demora para carregar, links quebrados, "fake news" (notícias falsas), discurso de ódio, conteúdo violento ou sexual, dentre outras questões podem ser ruins para a plataforma, uma vez que, a velocidade de milissegundos de uma consulta é um fator importante. Neste sentido, surge outra questão: Quais resultados foram ocultados pra que não vejamos num nível de censura? Agora, quando trata-se de saúde, a companhia diz que prioriza o conhecimento de fontes oficiais em vez de relevância.

Além disso, o documentário mostra que pequenas mudanças de palavras podem mudar o significado do que dizemos, por exemplo: "Race Horse" ao invés de "Horse Race", o que nos dá a sensação de que a máquina entende os usuários através da Deep Rank (classificação profunda) em seus códigos.

Nota: O que você achou do vídeo?

22 abril, 2014

E se o buscador do Google fosse uma pessoa?

Como você talvez saiba, a missão da empresa do Google desde o seu início foi organizar a informação mundial e torná-la universalmente acessível e útil. Porém, suponhamos que o buscador fosse uma pessoa ao invés de um robô e que além de entender todas as nossas buscas, você pudesse conversar com ele?


O canal de entretenimento chamado College Humor teve esta ideia e resolveu criar uma situação bem-humorada para mostrar como os usuários se comportam diante de um site de busca. Além disso, também fizeram a questão de destacar como seria a reação dele se houvesse realmente um homem trabalhando de verdade em uma sala de escritório convencional fornecendo algumas informações para as perguntas mais estranhas possíveis de todo o tipo de pessoa que você possa imaginar que frequenta o site.

A verdade é que para obter uma resposta precisa do motor de busca e conseguir encontrar palavras-chave específicas que definam algo determinado com a total liberdade, sem filtros de repreensão através dos seus mecanismos de busca (cujo objetivo não é pelo menos para já, treinar as máquinas para que se comportem como pessoas), pode ser uma tarefa bastante árdua.

Agora quando a tecnologia permitir que os robôs possam conseguir, por exemplo, tomar decisões próprias mesmo que na maior parte do tempo de forma inconsciente e até mesmo ter sensores para interpretarem sentimentos iguais aos seres humanos, e após isso tudo ainda não usar toda informação adquirida para o mal, talvez assim seja o modo que a empresa espera chegar próximo do que seria para nós o ideal, mesmo que isso possa parecer uma espécie de uma história de ficção científica.


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