terça-feira, 13 de novembro de 2018

O marketing da loucura: Drogar para lucrar

Os psiquiatras dizem-nos que a forma de resolver os comportamentos indesejáveis é alterando a química cerebral com um comprimido. Porém, ao contrário de um medicamento comum como a própria insulina, os medicamentos psicotrópicos não têm uma doença alvo mensurável para tratar, ou seja, há algo estranho.


E, consequentemente disso, podem transtornar o equilíbrio delicado dos processos químicos que o corpo precisa para funcionar bem. Apesar disso, os psiquiatras e as companhias farmacêuticas têm usado estes medicamentos para criar um mercado enorme e lucrativo. E eles têm feito isto nomeando cada vez mais comportamentos indesejáveis como "perturbações médicas" que requerem medicação psiquiátrica. Diante disso, surge a questão: Será que estes tipos de comportamentos deviam se chamar doenças? 

Ora, como é que os medicamentos psicotrópicos (substância química que age principalmente no sistema nervoso central, onde altera a função cerebral e temporariamente muda também a percepção, o humor, o comportamento e a consciência), sem uma doença alvo, poderes curativos conhecidos e uma lista longa de efeitos secundários se transformam no tratamento indicado para todo o tipo de distúrbios psicológicos? E mais, como é que os psiquiatras que apoiam estes medicamentos conseguiram ganhar essa dimensão toda no campo do tratamento mental? Será que todos nós somos insanos?



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segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Um ato de gentileza é capaz de criar uma onda

O curta-metragem começa mostrando uma garota pequena querendo comprar algo especial para seu avô. A menina resolve então levar um bolo para ele. Porém, quando chega o momento de pagar pelo produto no caixa, a avó percebe que ela não teria condições de pagar e, neste hora, acha que é melhor devolvê-lo.


Na sequência, um rapaz que também estava esperando na fila e percebendo que a moça não tinha levado o bolo por questões financeiras, ele resolve levar o produto como uma forma de gentileza e oferecer para a menina. Ao presentear a garota, a avó da menina que estava ao seu lado diz para o rapaz que não havia razões para ele ter ajudado ela. Após isso, o rapaz começa a contar uma lembrança de sua infância de quando ele tinha 7 anos de idade e sua mãe queria comprar um bolo em uma situação bem semelhante.

O objetivo é mostrar que um simples ato de gentileza é capaz de criar uma onda infinita de ações, cujo bem retorna para nós mesmos e isso pode mudar o dia de alguém ou quem sabe até mesmo a vida inteira. A campanha intitulada "Ripple" (Onda, na tradução livre) é exclusivamente dedicada ao atendimento de pessoas que precisam de ajuda e que hoje participam na ação de cuidar e compartilhar ajuda, tendo como missão de incentivar pessoas a doarem seu tempo e recursos para ajudar os menos favorecidos.

A ação é uma iniciativa da Care & Share Movement, campanha de levantamento de fundos e voluntariado liderado pela Comunity Chest, uma organização de Singapura do setor de serviços sociais. Aproveite para também ativar a opção da legenda em português que está disponível no vídeo abaixo.


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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Tenha cuidado com os filtros-bolha na internet

Até que ponto as informações encontradas na internet são as informações que nós precisamos saber? Será que nós apenas conseguimos ver aquilo que "eles" querem que nós enxergamos? Será que estamos isolados em uma bolha de informações? Na palestra de Eli Pariser, ele argumenta fortemente sobre esse cenário.


Ora, quem decide o que é mais ou menos importante e o que não é? Na internet, as forças invisíveis do cotidiano (no caso, os algoritmos) estão por toda parte. À medida em que empresas da web se esforçam para fornecer serviços sob medida para nossos gostos pessoais (incluindo notícias e resultados de pesquisa), acontece uma perigosa e não intencional conseqüência: caímos na cilada dos "filtros-bolha".

Deste modo, esses filtros personalizados podem comprometer o equilíbrio. E, ao invés de consumir uma dieta balanceada de informação, você pode acabar rodeado por "junk food", uma expressão pejorativa para alimentos com alto teor calórico (no caso, informações sem valores) e isso pode se tornar um perigo. Sem perceber, passamos por esta situação todos os dias e estamos cada vez mais isolados em uma rede de uma só pessoa. Em consequência disso, não somos expostos à informações que poderiam expandir a nossa visão de mundo.

As redes sociais, por exemplo, parecem espaços democráticos para troca de ideias. Porém, elas passam para os usuários uma ideia distorcida da realidade. Na palestra do Eli Pariser realizada no TED em 2011, ele nos mostra que definitivamente isso é ruim para nós e para a democracia, até porque precisamos que ela conecte a todos nós (sem que seja feito qualquer tipo de seleção previamente), introduza novas ideias e pessoas, além de apresentar diferentes perspectivas. Aproveite para também ativar a opção da legenda em português que está disponível no vídeo abaixo.



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terça-feira, 30 de outubro de 2018

A vida secreta das árvores de mesma espécie

As árvores conversam, conhecem laços familiares e cuidam de seus filhos? Isso pode estranho demais, porém, o cientista alemão Peter Wohlleben e a cientista Suzanne Simard vêm observando e investigando a comunicação entre as árvores ao longo de décadas e as suas descobertas são bastante surpreendentes.


Se você observar, as árvores são seres bem sociáveis, elas cuidam das suas crias em um lugar que podemos chamar de uma espécie de berçário. As raízes de diferentes espécies estão todas interligadas quando crescem, até porque tudo é um. A maior parte da sua vida se encontra na parte subterrânea. Uma colher de chá de solo pode conter vários quilômetros de fungos que formam a "internet da floresta". A rede de raízes está logo abaixo da superfície da floresta. 

Todas as árvores estão ligadas em uma única rede gigante. Elas também sentem emoções e podem criar laços como um casal, cuidado um do outro, ao invés de competir entre si. O cientista ainda diz que as árvores gostam de ficar próximas uma das outras, levam a vida devagar e amam companhia. Na visão da cientista Suzanne Simard, ela destaca que as árvores estão se certificando de que elas sejam uma produtiva, saudável e vibrante família de árvores.


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terça-feira, 23 de outubro de 2018

The giving tree: A metáfora da árvore generosa

Esse é um clássico de 1964 que simboliza o divino na literatura infantil chamado "The giving tree" (A árvore generosa) que foi adaptada e formatada a partir da versão original, de Shel Silverstein. O enredo conta a história de uma árvore que gostava de um menino. Todos os dias o menino vinha brincar para perto dela.


Apanhava as suas folhas, subia no seu tronco, balançava nos seus ramos, comia as suas maçãs e respirava o seu ar puro. Ás vezes, ele brincava às escondidas e, quando ficava cansado, encostava-se ao seu tronco e aproveitava também a sua sombra. O menino também gostava muito daquela árvore e a mesma ficava feliz. No entanto, o tempo passa e o menino vai crescendo. Pouco a pouco, o garoto deixa a amiga de lado.

Após isso, o menino já crescido então diz que precisa de dinheiro para comprar "muitas coisas". Porém, a árvore responde que ela tem apenas folhas e maçãs, no qual ele pode levar para vendê-las na cidade e consequentemente, ganhar dinheiro para ele ser feliz. A árvore fornece suas maçãs para o jovem vender, depois seus galhos para o homem construir sua casa, o tronco para que o rapaz possa viajar com seu barco e por último, já com mais idade, a árvore oferece seu toco que pode ser útil para que ele possa se sentar e descansar. Então, o jovem aceita a sugestão e fica mais próximo da árvore e ela volta a ficar feliz de novo.


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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Discurso bastante atual em tempos modernos

Estamos vivenciando um momento político intenso, no qual a povo brasileiro clama por um país melhor. E mais atual do que nunca, o discurso de Charles Chaplin lançado em 15 de outubro de 1940, o comediante faz uma sátira ao nazismo, o fascismo e os seus maiores propagadores, Adolf Hitler e Benito Mussolini.


Ele foi também o primeiro filme falado de Chaplin. Na ocasião de seu lançamento, os Estados Unidos ainda não tinham entrado na Segunda Guerra Mundial. Em seu discurso, ele destaca algo bem importante, onde precisamos resgatar os valores humanos, as diferenças culturais, os valores de justiça, paz, solidariedade e compaixão que são universais.

No trecho do seu discurso, ele diz: "Desculpem-me, mas eu não quero ser um Imperador, esse não é o meu objetivo. Eu não pretendo governar ou conquistar ninguém. Gostaria de ajudar a todos, se possível, judeus, gentios, negros, brancos. Todos nós queremos ajudar-nos uns aos outros, os seres humanos são assim. Todos nós queremos viver pela felicidade dos outros, não pela miséria alheia. Não queremos odiar e desprezar o outro. Neste mundo há espaço para todos e a terra é rica e pode prover para todos.

O nosso modo de vida pode ser livre e belo, porém perdemos o rumo. A ganância envenenou a alma dos homens, e barricou o mundo com ódio; ela colocou-nos no caminho da miséria e do derramamento de sangue. Nós desenvolvemos a velocidade, mas sentimo-nos enclausurados. As máquinas que produzem abundância têm-nos deixado na penúria. O aumento dos nossos conhecimentos tornou-nos céticos; a nossa inteligência, insensíveis e cruéis.

Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido. O avião e o rádio aproximaram-nos. A própria natureza destas invenções clama pela bondade do homem, um apelo à fraternidade universal, à união de todos nós. Mesmo agora a minha voz chega a milhões em todo o mundo, milhões de desesperados, homens, mulheres, crianças, vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Para aqueles que me podem ouvir eu digo: "Não se desesperem". O sofrimento que está entre nós agora é apenas a passagem da ganância, a amargura de homens que temem o progresso humano."



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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Reflexão profunda sobre o Pálido Ponto Azul

Esta é uma das reflexões mais profundas já idealizadas por um cientista. Este é o "Pale Blue Dot" (Pálido Ponto Azul), de Carl Sagan. É aqui, é a nossa casa, somos nós. Nele, todos a quem ama, todos a quem conhece, qualquer um sobre quem você ouviu falar, cada ser humano que já existiu, viveram suas vidas.


O conjunto da nossa alegria e nosso sofrimento, milhares de religiões, ideologias e doutrinas econômicas confiantes, cada caçador e coletor, cada herói e covarde, cada criador e destruidor da civilização, cada rei e camponês, cada jovem casal de namorados, cada mãe e pai, criança cheia de esperança, inventor e explorador, cada professor de ética, cada político corrupto, cada "superestrela", cada "líder supremo", cada santo e pecador na história da nossa espécie viveu ali, em um grão de pó suspenso num raio de sol.

A Terra é um cenário muito pequeno numa vasta arena cósmica. Pense nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, para que, na sua glória e triunfo, pudessem ser senhores momentâneos de uma fração de um ponto. Pense nas crueldades sem fim infligidas pelos moradores de um canto deste pixel aos praticamente indistinguíveis moradores de algum outro canto, quão frequentes seus desentendimentos, quão ávidos de matar uns aos outros, quão veementes os seus ódios.

As nossas posturas, a nossa suposta auto importância, a ilusão de termos qualquer posição de privilégio no Universo, são desafiadas por este pontinho de luz pálida. O nosso planeta é um grão solitário na imensa escuridão cósmica que nos cerca. Na nossa obscuridade, em toda esta vastidão, não há indícios de que vá chegar ajuda de outro lugar para nos salvar de nós próprios.

A Terra é o único mundo conhecido, até hoje, que abriga vida. Não há outro lugar, pelo menos no futuro próximo, para onde a nossa espécie possa emigrar. Visitar, sim. Assentar-se, ainda não. Gostemos ou não, a Terra é onde temos de ficar por enquanto. Já foi dito que astronomia é uma experiência de humildade e criadora de caráter. Não há, talvez, melhor demonstração da tola presunção humana do que esta imagem distante do nosso minúsculo mundo. Ele destaca a nossa responsabilidade de sermos mais amáveis uns com os outros, e para preservarmos e protegermos o "pálido ponto azul", o único lar que conhecemos até hoje.


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