quarta-feira, 1 de julho de 2020

A saúde mental dos moderadores do Google

O Google é conhecido por ser um dos melhores lugares para trabalhar. Porém, para os muitos moderadores de conteúdo que trabalham no Google e no YouTube, o trabalho é bem traumático. E mesmo as melhores condições de trabalho não compensam o fato de muitos moderadores sofrerem consequências psicológicas.


Em outras palavras, o moderador é como um policial para a internet, há pessoas que veem determinadas coisas para que outras pessoas não precisem ver. Embora muito do que eles veem seja benigno como spam, por exemplo, alguns deles são realmente perturbadores e, a longo prazo, a saúde mental acaba deteriorando ao realizar esse trabalho, até porque humanos tem emoções, diferente de máquinas.

A ex-moderadora do Google chamada Daisy Soderberg-Rivkin conta sua experiência de como é trabalhar nessa área como associado de remoção legal. Ela comenta: "Parte da descrição do trabalho era: Você fará parte de uma equipe "que protege a liberdade de expressão online", o que faz com que pareça muito heroico. Parecia que você estava colocando uma capa trabalhando no Google."

Em outro trecho ela diz: "Eles disseram que estaríamos analisando imagens de abusos sexual infantil, mas claramente, entre parênteses, dizia: esse tipo de conteúdo seria limitado a duas horas por semana, quando na realidade, estávamos com falta de pessoal, então estaríamos lá às vezes cinco, seis horas por semana, que parece nada, mas na verdade é." Ela também conta que um dia estava andando por São Francisco e teve pensamentos acelerados e, em seguida, um ataque de pânico instantâneo. Nisso, ela começou a ter pesadelos e não estava mais conseguindo dormir, além de ter passado vários dias apenas chorando no banheiro.

Como consequência da exposição frequente, sua produtividade no trabalho diminuiu. Ela foi diagnosticada com ansiedade crônica e TEPT (transtorno do estresse pós-traumático) após pedir licença médica paga por seis meses, diferente de quem trabalha de forma terceirizada. Com a ajuda no apoio emocional de sua cachorra Stella e um psiquiatra, ela está tentando se recuperar, embora esta doença não tenha cura.

Apesar da Daisy ajudar a entender o quão difícil é o trabalho, nem todos trabalham em um escritório legal assim. A maior parte da moderação de conteúdo é terceirizada, da mesma forma que todos os outros gigantes da tecnologia: pagando um punhado de outras empresas para fazer a maior parte do trabalho. Muitos dos moderadores da Accenture que opera o maior site de moderação de conteúdo do Google nos Estados Unidos são imigrantes, ainda não são cidadãos do país e muitos têm medo de falar sobre as más condições de trabalho por medo de complicar seus esforços de imigração e ser facilmente substituídos.


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segunda-feira, 29 de junho de 2020

Muitas espécies já vivem em isolamento social

Os zoológicos surgiram para que as pessoas das cidades pudessem ter contato e se divertissem com a vida selvagem. Um tipo de entretenimento desatualizado que ainda existe nos dias de hoje com a exploração de outras espécies, até porque é um negócio que acaba incentivando o tráfico de animais em todo o mundo.


E devido ao Coronavírus, a humanidade está sentindo os efeitos do isolamento social. No entanto, muitas outras pessoas espécies já estavam trancadas por mais tempo. Há que diga que animais como os leões e tigres há anos eram os reis da selva. Porém, certo dia, eles foram para o zoológico e de lá, permaneceram confinados para sempre. Agora que nós temos uma amostra deste isolamento é hora de mudar.

A iniciativa chamada "Close Zoos" criada pelos diretores de criação Breno Costa e Auber Romero questiona esse tipo de entretenimento, usando para isso os efeitos do isolamento na saúde mental das pessoas, além também de incentivar a mudar esse comportamento e dizer que os tempos mudaram, pois os animais não devem ser tratados desta forma. Confira o projeto abaixo e, se interessar, assine a petição para ajudar.



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terça-feira, 16 de junho de 2020

A mistura experimental por Donato Sansone

O design de som é a arte e a prática de criar trilhas sonoras para uma variedade de necessidades. Ela envolve a especificação, aquisição ou criação de elementos auditivos usando técnicas de produção de áudio e ferramentas, no qual geralmente envolve a execução e edição de áudio composta ou gravadas.


Com criação do artista italiano Donato Sansone em parceria com o designer de som Enrico Ascoli, o vídeo é um experimento feito a partir de vários clipes curtos, no qual é canalizado toda sua energia, frequência e vibração para criar um movimento e aguçar os sentidos. O volume e a equalização dos sons captados na edição dão o tom desta colagem experimental.

Nele, o artista faz uma mistura de cenas esportivas, tiros e explosões, transformando em uma experiência surreal. O vídeo intitulado "Concatenation" (Concatenação, termo usado em computação para designar a operação de unir o conteúdo de duas partes) emprega uma estética fragmentada com várias imagens, uma após a outra, através de um alto ritmo visual e sonoro. O curta-metragem enfatiza na transição e precisão correspondente ao movimento de cada cena para criar um efeito através do poder de escutar o som.



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terça-feira, 9 de junho de 2020

As alegrias do home-office ao lado dos pets

Há alguns meses em isolamento social, devido à pandemia do novo coronavírus, muitas pessoas em home-office adquiriram novos parceiros de trabalho, um tanto divertidos e peludos. Considerando esse cenário, a Qualitá acaba de estrear a nova campanha para sua linha de rações Premium, homenageando os pets.


Criado pela BETC/Havas, o filme mostra diversas pessoas trabalhando de casa ao lado de seus cães e gatos, todos adotados. Com cenas reais, gravadas pelos próprios donos, o vídeo destaca a rotina dos tutores junto aos talentos profissionais dos pets, descobertos durante esse período. Entre as aptidões mais encontradas estão os fiscais de hora extra, os hipnotizadores de clientes, inspetores de qualidade e até quebra-gelo de reunião.

Desde o seu lançamento da linha de rações premium, Qualitá adotou um posicionamento de estar ligada à causa da adoção de animais de estimação, destacando as histórias em toda sua comunicação e estimulando as pessoas a terem um companheiro adotado, dando especial atenção aos animais que foram resgatados por instituições de proteção animal.

Além disso, o novo filme também reforça a importância de pensar nos animais que estão em ONGs, à espera por adoção, e precisam se manter saudáveis e bem alimentados. Por isso, entre os dias 13 e 14 de junho, a marca fará uma nova edição de uma campanha de doação de rações, na qual a cada quilo de Ração Premium Qualitá vendido nas lojas do Extra e do Pão de Açúcar de todo o país.


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sábado, 6 de junho de 2020

Como reconhecer a distopia por Alex Gendler

Você já imaginou um mundo ideal sem guerras, pobreza ou crimes? Se sim, você não está sozinho. Platão pensou em uma república governada por filósofos e por toda história grupos tentaram construir o paraíso na Terra. As tecnologias industriais prometeram libertar os trabalhadores e os confinaram em fábricas.


Enquanto isso, os donos ficaram mais ricos que reis. Em "Admirável mundo novo", de Aldous Huxley, os cidadãos são geneticamente modificados e condicionados para seus papéis sociais. Embora a propaganda e as drogas mantenham todos felizes, fica claro que um elemento humano crucial é perdido. Porém, as distopias mais conhecidas não foram imaginárias.

O romance "We", de Yevgeny Zamyatin, narra um futuro onde liberdade e individualidade são eliminadas. Banido na União Soviética, o livro inspirou autores como George Orwell que atuou na linha de frente contra o fascismo e o comunismo. Enquanto "A revolução dos bichos" satiriza o regime soviético, o clássico "1984" critica o totalitarismo, a mídia e a linguagem. Nos EUA, "It can't happen here", de Sinclair Lewis, mostra o quão fácil a democracia cede lugar ao fascismo. 

Após a segunda guerra, autores questionaram o que tecnologias como a energia atômica, viagem espacial e inteligência artificial representavam para a humanidade. Opondo-se à crença popular de progresso, a ficção científica distópica alcançou filmes, histórias em quadrinhos e jogos. As distopias atuais continuam a refletir as angustias modernas sobre desigualdade, mudança climática, poder dos governos e epidemias globais. No fundo, as distopias são alertas sobre a ideia de que a humanidade pode ser moldada em uma forma ideal. Agora, pense de novo no mundo perfeito que você imaginou e no que seria preciso para obtê-lo. Como as pessoas cooperariam? E como garantir que isso dure? Esse mundo ainda parece perfeito?


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terça-feira, 26 de maio de 2020

O futuro para a realidade: A distopia na China

O século XXI proporcionou uma profunda mudança em nossos hábitos. O avanço tecnológico aumentou a facilidade e conveniência com as quais realizamos as mais diversas tarefas do dia a dia. Porém, sendo a tecnologia uma ferramenta, pode ser usada para promover a liberdade ou a escravidão de uma sociedade.


Hoje, líderes políticos que compreendam o estado da arte da tecnologia tem em mãos ferramentas de controle muito superiores às usadas pelos maiores ditadores da história. Em particular, a China tem feito um grande esforço para se tornar a pioneira nesta arte, produzindo mecanismos de controle e vigilância que alguns políticos jamais seriam capazes de sequer conceber.

No ocidente, as primeiras denúncias sobre o sistema chinês de crédito social vieram de fontes pouco conhecidas. Isto gerou um certo grau de desconfiança que, em parte, nos permitia ignorar o problema e evitar ter que encarar a realidade nos dias atuais. Hoje, já não é possível ignorá-lo: o sistema está sendo colocado em prática com vários programas de monitoramento e silenciando a liberdade de expressão.

Diante disso, surgem algumas questões: Se o governo chinês está disposto a usar este mecanismo para dizer o que as pessoas devem fazer sem a liberdade de escolha, com qual interesse ele buscará trazer estas tecnologias também para outros países, incluindo o Brasil? Até que ponto nossos representantes na política compreendem estas restrições? E como o presidente do Brasil deverá lidar com esta situação, em um país profundamente ligado à China, do ponto de vista comercial? Confira o documentário no vídeo abaixo.



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quinta-feira, 14 de maio de 2020

Reação em cadeia em combate ao Coronavírus

Uma reação em cadeia é uma expressão usada na física e na química, para se referir a qualquer reação cujos subprodutos disparam uma sequência de reações idênticas, que se repetem até que sua matéria-prima se esgote. São processos que se auto-sustentam, ou seja, que se mantêm funcionando sozinhos.


E para exemplificar isso, a campanha intitulada "Flatten The Curve" (Achate a curva, em tradução livre) criada pela RealArt para o Departamento de Saúde da cidade de Ohio, nos Estados Unidos, mostra por que é importante manter o distanciamento social no combate ao Covid-19 e além disso, mira no esforço para que a curva de infectados não suba.

Em um primeiro momento, diversas bolas foram posicionadas sobre várias ratoeiras, todas elas juntas e preparadas para armar ao menor movimento. Em seguida, apenas uma bola é jogada sobre as armadilhas, desencadeando uma reação em cadeia. Após isso, a experiência é repetida, porém, desta vez com um espaçamento maior entre as ratoeiras e o resultado é bem diferente.

Apesar do efeito ser interessante, vírus e bolas de ping-ping são duas coisas diferentes. Para o médico e deputado federal Osmar Terra, ele faz alguns esclarecimentos sobre a curva epidêmica e diz que o distanciamento como combate à pandemia de coronavírus é uma decisão equivocada e que como sempre, parte da mídia tem um "especialista" de plantão para justificar que a população deve ficar em pânico fechada em casa, em quarentena radical.


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