quarta-feira, 20 de novembro de 2019

O futuro da humanidade através da tecnologia

Estamos ficando confortáveis com o reconhecimento facial. Desbloqueando nossos telefones, pulando filas em aeroportos e até mesmo destrancando portas de entrada. No entanto, toda essa conveniência está nos cegando para o quão arriscado essa tecnologia na verdade é, e como tem sido usada sem percebermos.


Jaron Lanier, um dos maiores conhecedores de realidade virtual no mundo, mostra que o mundo se tornou mais escuro, tendo em vista que a maneira como os humanos respondem mais intensamente é com o medo ou através da raiva, porque quando estão nesse estado elas prestam atenção. Além disso, ele nos conta que criamos toda uma civilização baseada em iludir uns aos outros.

Clare Garvie, pesquisadora do uso da tecnologia de reconhecimento facial, por sua vez, nos mostra que a América está mais perto de um estado de vigilância chinês do que a maioria de nós imagina. E para evitar isso, ela diz que nós precisamos implementar restrições legais no uso do reconhecimento facial para que possamos ter nosso direito a privacidade, o anonimato em público e o direito a liberdade de expressão.

Ela ainda destaca três pontos de preocupações sobre o uso da tecnologia. O primeiro, trata-se do modo como os agentes da lei usam o reconhecimento facial, viola o nosso direito ao devido processo legal. O segundo ponto é sobre as imperfeições nas fotografias para detectar rostos, uma vez que o algoritmo tem encontrado dificuldades em encontrar qualquer um e não trouxe nenhum resultado. E por último, se fala sobre o preconceito, pois colocando simplesmente, alguns desses algoritmos, as máquinas pensam que todos os negros são mais parecidos do que pessoas brancas.

Ora, o que podemos perceber é que nossa cultura está enviando uma clara mensagem de obsolescência humana. Diante disso, surge algumas questões: Se nós vamos ser superados pela inteligência artificial e não seremos mais necessários, então porque estamos aqui? Pois é, parece que depois de muitas décadas tentando construir computadores mais inteligentes e algoritmos, percebemos que o melhor modelo estava em nossas cabeças o tempo todo: o cérebro humano.



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