terça-feira, 15 de março de 2022

Os bastidores da mídia e sua rede de intrigas

Este é um trecho do filme de comédia chamado "Network" (Rede de intrigas) do ano de 1976, dirigido por Sidney Lumet, que apesar do filme já ter mais de quarenta anos, ainda continua bastante atual. Nele, o apresentador explica como funciona os bastidores da mídia e como ele se processa nas relações de poder.

Na mídia tradicional, as notícias se valem de um roteiro típico de noticiário em busca da audiência, unida ao desinteresse da população em tom alarmante torna-se um cenário ideal para o sensacionalismo e o espetáculo. Em uma época onde os conglomerados estão acima de Estados e Nações, hoje as grandes ideologias e os partidos compactuam com esse tipo de lógica de um único sistema financeiro internacional.

No filme, o apresentador âncora de telejornal fica sabendo que iria ser demitido dentro de uma semana por causa da baixa audiência do programa. Então, ele anuncia que vai se suicidar em rede nacional no seu último dia na emissora. No entanto, antes disso ele faz um discurso e começa a denunciar a hipocrisia da sociedade. Por esta razão, o público começa a ficar curioso e os índices de audiência do programa voltam a crescer e ele passa a ser conhecido como um louco profeta.

O que ninguém esperava é que essa sua atitude, talvez impensada, pudesse trazer tanta mídia assim para emissora como em um muito tempo não havia. Em suma, o roteirista mostra como se constrói um programa baseado na audiência, apenas na necessidade de atrair mais espectadores, ao invés do conteúdo genuíno, se na maioria das vezes irá repetir o mesmo formato em sua linha editorial para preencher o espaço na grade de programação e do quão descartável qualquer um pode se tornar de forma instantânea.

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