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09 setembro, 2024

Por que agora todos precisam de legendas?

Vamos imaginar o seguinte cenário: Você escolheu algo para assistir e, de repente, alguém diz uma fala tão ininteligível que você tem que se esforçar para tentar entender o que estava sendo dito, e então, para suprir essa demanda da curiosidade, você tenta voltar a cena para escutar esse diálogo novamente.

Acontece que isso é mais comum do que imaginamos, porém, nem sempre foi desta forma. Antigamente, os microfones eram grandes, volumosos, havia dificuldades nas gravações de som e os defeitos eram mais perceptíveis. Não importa quantos atores havia em uma determianda cena, todo som era gravado em somente uma única faixa. Por isso, os artistas tinham que estar constantemente focados e olhando para um ângulo específico para que suas palavras pudessem ser captadas, caso contrário, isso aconteceria.

Hoje em dia, os microfones foram aprimorados, ficaram menores e os fios foram eliminados. Desta forma, os microfones permitiram que os atores pudessem ser mais espontâneos em suas performances. E parece que a indústria sabe disso e conhece esse tipo de comportamento, até porque os dispositivos atuais vêm com todos os tipos de configurações integrados nos aparelhos.

Mas por que tantos de nós temos a percepção que precisamos de estímulo constante de legendas para entender o diálogo nas coisas que assistimos? A explicação para este fenômeno moderno pode estar na maior retenção da atenção do que está sendo visto diante das telas em relação as nossas tarefas diárias simultâneas ou ruídos externos do cotidiano. E por estar atento as legendas, a qualidade na visualização no geral diminui simplesmente por existir algo escrito, pois nosso rastreamento ocular demora um pouco mais para encontrar tais informações na tela, o que seria diferente se fosse dublado.

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01 fevereiro, 2024

Por que precisamos de estímulo constante?

Por que precisamos de estímulo constante durante o período do dia todo e para sempre? E mais, como é que nós chegamos aqui? A resposta para essa questão pode estar no mecanismo de rolagem infinita criado pelo Aza Raskin. E com intenção de facilitar a experiência do usuário, gerou um grande vício na internet.


A ideia é que como não há necessidade de fazer o movimento com o dedo e da mão para passar uma foto ou vídeo, a rolagem acontece automaticamente, isso porque a noção de tempo nas redes sociais difere da noção de tempo no cotidiano, justamente por não existir uma pausa para descanso ou reflexão.

Experimentar o momento de silêncio é um desafio nos tempos modernos. O fato é que a nossa capacidade de atenção reduziu à medida que a quantidade de informação também aumentou. O fácil acesso e o vício nessa substância química do prazer chamada dopamina talvez seja uma de nossas maiores falhas.

É nossa obrigação moderna se interessar por algo e ao mesmo tempo evitar a Síndrome de Fomo (o receio de ficar fora do mundo tecnológico ou quem sabe, talvez por não se desenvolver no mesmo ritmo que a mesma). Se compreendermos a ideia de que quanto mais consumimos, mais fome ficamos, torna-se mais evidente entender o motivo que gerou a necessidade deste estímulo constante.

Pensava-se que a tecnologia poderia aliviar a nossa carga de trabalho física e que robôs retirariam parte da bagagem de nossas mãos, porém, essa mesma bagagem somente foi substituída por outra, causando assim, exaustão mental e ainda nos dividiu devido ao enorme fluxo de notícias falsas reforçadas por algoritmos que estão sujeitos a interesses comerciais, no qual direcionam comportamentos, opiniões enviesadas e que nos expõe a recortes seletivos da realidade, gerando conflitos como nunca antes visto pela promessa da mecanização total do trabalho, onde a qualidade de vida seria equalizado e melhoraria consideravelmente neste novo modelo de sociedade que nos é recomendado de maneira sutil e em doses homeopáticas.


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03 agosto, 2023

E se o comercial de smartwatch fosse honesto?

O apresentador Roger Horton mostra como fazer para vender o dispositivo que ele chama de "celular de braço" (símbolo de prática esportiva que é inteligente pelo fato de se conectar à internet), já que ele foi construído para ser um telefone não-telefone, até porque você não pode vender telefone duas vezes.

Nele, você pode medir a distância percorrida durante o treino, os estágios do sono, calorias, número de passos, ritmo cardíaco, entre outros dados que você nunca mediu antes e não se importava até então, já que se importar com isso é uma necessidade que foi inventada para justamente vender este acessório. 

Você está pronto para um futuro em que todos usaremos pequenas telas centradas na saúde para ratos em nossos pulsos? Então, o relógio inteligente é apenas a peça de joalheria eletrônica que você está buscando, pois como o apresentador diz, ele é ideal para preencher o vazio da condição humana. 

E graças as companhias de tecnologia, os relógios inteligentes são uma ótima maneira de dar as empresas novas maneiras de coletar dados em tempo real, pois ao mesmo tempo que smartwatches foram criados como a grande novidade, eles ainda precisam constantemente convencer os usuários de que há uma razão para existirem. Aproveite para ativar as legendas em português no vídeo abaixo.

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18 julho, 2022

O valor da privacidade por Glenn Greenwald

Glenn Greenwald foi um dos primeiros repórteres a ver e escrever a respeito dos arquivos de Edward Snowden, com suas revelações sobre a ampla vigilância dos Estados Unidos sobre cidadãos comuns. Nesta palestra feita no TED, Greenwald defende as razões pelas você precisa se importar com a privacidade.

Pessoas que dizem que privacidade não é importante tomam diversas precauções visando a proteger sua privacidade. Usam senhas em suas contas de e-mail e redes sociais, usam fechaduras nas portas de seus quartos e banheiros, tudo para evitar que outras pessoas entrem naquilo que consideram seu espaço e vejam aquilo que elas não querem que os outros vejam.

O jornalista também conta que Eric Schmidt (presidente e ex-chefe executivo da Alphabet, anteriormente denominada Google) ordenou que seus subordinados na empresa deixassem de comunicar com a revista online CNET, depois que ela publicou um artigo cheio de informações pessoais e particulares dele e obteve exclusivamente em buscas no Google e utilizando outros produtos da companhia.

Essa mesma contradição ocorreu com Mark Zuckerberg (CEO do Facebook) em uma entrevista em 2010, quando ele tinha anunciado que a privacidade não é mais uma "norma social". Após isso, Mark e sua esposa compraram não só sua própria casa, como também todas as quatro casas próximas, em Palo Alto, por um total de 30 milhões de dólares, para garantir que tivessem uma zona de privacidade, evitando que outras pessoas monitorassem sua rotina privada.

Após isso, Glenn diz que isso é da natureza humama, pois quando estamos sendo monitorados, observados, nosso comportamento acaba mudando e ficamos mais conformistas e submissos, além das possibilidades de comportamento que poderíamos ter se reduzem ao acharmos que estamos sendo observados, isso porque a vigilância em massa cria uma prisão mental, muito mais eficaz que a força bruta. Ao final, ele cita a ativista social Rosa Luxemburg: "Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prende".

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15 março, 2022

Os bastidores da mídia e sua rede de intrigas

Este é um trecho do filme de comédia chamado "Network" (Rede de intrigas) do ano de 1976, dirigido por Sidney Lumet, que apesar do filme já ter mais de quarenta anos, ainda continua bastante atual. Nele, o apresentador explica como funciona os bastidores da mídia e como ele se processa nas relações de poder.

Na mídia tradicional, as notícias se valem de um roteiro típico de noticiário em busca da audiência, unida ao desinteresse da população em tom alarmante torna-se um cenário ideal para o sensacionalismo e o espetáculo. Em uma época onde os conglomerados estão acima de Estados e Nações, hoje as grandes ideologias e os partidos compactuam com esse tipo de lógica de um único sistema financeiro internacional.

No filme, o apresentador âncora de telejornal fica sabendo que iria ser demitido dentro de uma semana por causa da baixa audiência do programa. Então, ele anuncia que vai se suicidar em rede nacional no seu último dia na emissora. No entanto, antes disso ele faz um discurso e começa a denunciar a hipocrisia da sociedade. Por esta razão, o público começa a ficar curioso e os índices de audiência do programa voltam a crescer e ele passa a ser conhecido como um louco profeta.

O que ninguém esperava é que essa sua atitude, talvez impensada, pudesse trazer tanta mídia assim para emissora como em um muito tempo não havia. Em suma, o roteirista mostra como se constrói um programa baseado na audiência, apenas na necessidade de atrair mais espectadores, ao invés do conteúdo genuíno, se na maioria das vezes irá repetir o mesmo formato em sua linha editorial para preencher o espaço na grade de programação e do quão descartável qualquer um pode se tornar de forma instantânea.

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29 dezembro, 2021

WhatsApp e a celebração global da ansiedade

Com o mote "Não é Ano Novo até que você receba a mensagem que estava esperando", a mais recente campanha do WhatsApp que está sendo veiculada na Índia, Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos, além do Brasil tem como objetivo estimular o envio de mensagens para pessoas que você gosta na virada do ano.

Com a pandemia, as pessoas acabaram usando mais os seus dispositivos móveis através dos aplicativos para se aproximar de outras pessoas. Para você ter uma ideia disso, o aplicativo do WhatsApp, por exemplo, alcançou alguns novos recordes: 100 bilhões de mensagens foram enviadas pelo aplicativo, mais do que em qualquer outro dia nos 10 anos de história do aplicativo e 1,4 bilhão de chamadas de vídeo e voz foram realizadas na véspera de Ano Novo de 2020, o recorde em um único dia no WhatsApp.

No entanto, ao mesmo tempo no qual a tecnologia aproxima quem está longe, afasta quem está perto. Neste ano, a nova campanha do WhatsApp parece estar literalmente celebrando a ansiedade e quem sabe, talvez também da solidão, tanto que você pode perceber que existe um enquadramento com apenas uma determinada pessoa na multidão em cada tomada e, além disso, mostra todos comemorando a chegada do ano novo e apenas uma pessoa parece estar ausente e não vivendo o momento presente.

E tudo isso, ainda se passando em câmera lenta, como se o indivíduo que está em frente da tela estivesse a percepção que o tempo está passando mais devagar. Esse é um dos sintomas do mundo moderno, onde muitas vezes acaba gerando ansiedades, o que nos estimula a deixar de viver o presente para entrar em conexão com outros momentos, porque se estamos focados no futuro, podemos mergulhar em uma espiral de apreensões, já que ainda não realizamos ou vivenciamos o que está por vir.

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03 agosto, 2021

Os efeitos causados pelas mudanças climáticas

O documentário chamado "O Amanhã é hoje" retrata o drama de brasileiros impactados pelas mudanças climáticas e mostra que os impactos do clima já alcançaram todos os brasileiros, estejam na cidade, no campo ou na floresta. Nada nem ninguém escapa. A economia, a saúde e os nossos sonhos de futuro.

Seis brasileiros, de cinco estados, contam como as mudanças climáticas impactaram suas vidas. A jovem indígena que tornou-se brigadista voluntária depois de um incêndio florestal sem precedentes. Também há uma pequena agricultora que enfrentou seis anos de seca ou a comunidade caiçara centenária obrigada a mudar de território em razão da força do mar. 

Além disso, o documentário mostra o comerciante que viu seu negócio ser destruído pelas chuvas e deslizamentos que ceifaram centenas de vidas no Rio de Janeiro e também o produtor de ostras que foi penalizado pelo aumento da temperatura do mar e a mulher que perdeu dois carros, em uma cidade litorânea, para as ressacas que avançam na costa brasileira.

O filme é resultado da união de sete organizações da sociedade civil que juntaram esforços para tirar da invisibilidade as histórias dos afetados pelas mudanças climáticas. São elas: Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, Artigo 19, Conectas Direitos Humanos, Engajamundo, Greenpeace, Instituto Alana e Instituto Socioambiental. Confira o documentário no vídeo abaixo.

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07 maio, 2021

O modo previsível diante das forças invisíveis

Todos gostamos de pensar em nós mesmos como indivíduo, no entanto, seremos realmente guiados por forças invisíveis que nos fazem comportar-se de um modo previsível, como um enxame humano? Nessa série, Jimmy Doherty descobre como as trilhas de dados que deixamos para trás funciona como um todo.

Você verá ainda como a partir da atividade das mídias sociais, de compras online e de termos de pesquisa, ajudam a revelar um quadro incrivelmente detalhado sobre o quão previsíveis somos. E isso mostra como as organizações, incluindo supermercados, varejos, empresas energéticas, controles de tráfego terrestre e aéreo usam enormes quantidades de dados e tecnologia sofisticada para antecipar nossas ações e manter o funcionamento de uma sociedade toda.

Os programas anunciam como pequenas mudanças no clima, seja uma onda de frio ou calor, podem levar a enormes e surpreendentes diferenças em nosso comportamento e em como a infraestrutura e as empresas britânicas tentam prever essas mudanças dramáticas e rapidamente se adaptar, de modo a evitar que o país venha a sofrer maiores consequências.

Além disso, os programas também mostram como nossos ritmos biológicos primordiais influenciam tudo, desde os momentos em que estamos mais propensos em ficar mal-humorado, ou quando queremos uma simples xícara de café e como a psicologia e a mentalidade de bando são levadas em conta no design de aeroportos, supermercados, check-outs e nas compras. Aproveite para ativar as legendas em português.

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29 março, 2021

Como será a vida no mundo após a pandemia?

Como será a vida depois da pandemia? A exemplo do que aconteceu após a Segunda Guerra Mundial, o drama da guerra forçou, de fato, uma aceleração industrial em vários setores. E com a pandemia do novo coronavírus, o processo continua o mesmo com a devastação de famílias e novas descobertas tecnológicas.

O desenvolvimento de carros autônomos, robôs, drones, supercomputadores que com o tempo aprendem a criar os seus próprios comandos e as operações ganham mais velocidade e precisão à medida que armazena mais informações no seu banco de dados, novos laboratórios, trabalho remoto em home-office: a lista parece não ter mais fim. E com o resultado dessa pandemia, o comércio online acabou tendo um aumento expressivo para tentar atender essa nova demanda.

Máquinas com inteligência artificial ajudam na guerra sanitária contra a Covid-19, durante 24 horas por dia. E mesmo com isolamento social, a TV Justiça produziu um documentário para falar desse assunto e de como o distanciamento impacta as pessoas. Pesquisadores de tecnologia, genética, sociologia, futurologia, mercado financeiro e startups foram entrevistados pela internet.

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18 janeiro, 2021

Os zumbis modernos na sociedade do cansaço

Este ensaio-filme envolve o fenômeno do cansaço em nossas sociedades capitalistas e seus sintomas como depressão, esgotamento e burnout. A artista visual Isabella Gresser tece as observações cinematográficas, fotográficas que fez na Coreia e Berlim com textos falados e trechos de palestras de Byung-Chul Han

No documentário, o filósofo traz algumas discussões sobre sociedade disciplinar, sociedade do controle, sociedade do cansaço e sociedade da transparência. Além disso comenta sobre Hegel, Peter Handke, Wim Wenders, conversa com o diretor de cinema Park Chan-wook, fala de sua juventude e visão atual sobre Berlim e Seul, além de destacar também as reflexões que Han faz acerca dos suicídios na Coreia.

O autor diz que quando você pisa no metrô é que você começa entender a definição de o que é uma sociedade do cansaço em seu estado terminal, onde os vagões do metrô parecem "vagões-leito", onde as pessoas conseguem dormir na volta para casa, pois na Coreia, por exemplo, você pode encontrar pessoas dormindo em todos os lugares, a qualquer hora do dia, num sinal evidente que elas lutam contra um sentimento de exaustão permanente.

Na sequência, o artista faz uma analogia com os animais marinhos que estão em alerta constante mesmo quando estão dormindo, porque precisam garantir a entrada de água suficiente por suas brânquias, pois se sufocam se não nadam. Após isso, completa dizendo que é possível que no futuro as pessoas trabalhem mesmo dormindo, como atuns ou tubarões, em um tipo especial de sistema multitarefa. Neste sentido, ele levanta uma questão: As pessoas vão querer parar de dormir e sonhar porque não são mais eficientes o suficiente? Aproveite para ativar as legendas em português no vídeo logo abaixo.

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26 maio, 2020

O futuro para a realidade: A distopia na China

O século XXI proporcionou uma profunda mudança em nossos hábitos. O avanço tecnológico aumentou a facilidade e conveniência com as quais realizamos as mais diversas tarefas do dia a dia. Porém, sendo a tecnologia uma ferramenta, pode ser usada para promover a liberdade ou a escravidão de uma sociedade.


Hoje, líderes políticos que compreendam o estado da arte da tecnologia tem em mãos ferramentas de controle muito superiores às usadas pelos maiores ditadores da história. Em particular, a China tem feito um grande esforço para se tornar a pioneira nesta arte, produzindo mecanismos de controle e vigilância que alguns políticos jamais seriam capazes de sequer conceber.

No ocidente, as primeiras denúncias sobre o sistema chinês de crédito social vieram de fontes pouco conhecidas. Isto gerou um certo grau de desconfiança que, em parte, nos permitia ignorar o problema e evitar ter que encarar a realidade nos dias atuais. Hoje, já não é possível ignorá-lo: o sistema está sendo colocado em prática com vários programas de monitoramento e silenciando a liberdade de expressão.

Diante disso, surgem algumas questões: Se o governo chinês está disposto a usar este mecanismo para dizer o que as pessoas devem fazer sem a liberdade de escolha, com qual interesse ele buscará trazer estas tecnologias também para outros países, incluindo o Brasil? Até que ponto nossos representantes na política compreendem estas restrições? E como o presidente do Brasil deverá lidar com esta situação, em um país profundamente ligado à China, do ponto de vista comercial? Confira o documentário no vídeo abaixo.


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22 abril, 2020

Todos os comerciais sobre Covid-19 são iguais

Você já reparou que os comerciais sobre a Covid-19 são exatamente iguais? Uma trilha sonora de piano juntamente com aquela voz suave dizendo que tudo vai passar. Coincidência talvez? Nesta edição, você irá notar que a linguagem usada para falar sobre o momento atual com o público é praticamente o mesmo.


Quando uma empresa ou marca lança um comercial em resposta ao Coronavírus, eles podem dizer que estamos vivendo "tempos incertos" e que "estamos aqui para você". Eles podem também falar que a sua principal prioridade são "pessoas" e "famílias", trazendo os seus serviços para o "conforto e segurança de sua casa". E no final, não se esqueça: "estamos juntos nisso!".

Parece familiar? Bem, é provável que você tenha recebido de forma positiva ao assistir algum comercial destes de forma isolada. No entanto, quando você resolve juntar diversos comerciais em sequência, você percebe algo curioso. Ora, qual é o problema? Na prática, muitas empresas foram pegas de surpresa com a notícia, quase da noite para o dia. 

Com o distanciamento social das pessoas e também da oportunidade de visibilidade em questão, a solução das agências de propaganda foi compilar clichês com imagens antigas através de uma faixa de piano que possivelmente pudesse representar um estado de calma e livre de direitos autorais para colocar no ar o mais rápido possível. A motivação para isso? Aproveite para tirar as suas próprias conclusões.

Talvez esse seja um sinal que está na hora de nós mudarmos. Como Edward Bernays escreveu, em 1928: "A manipulação consciente e inteligente dos hábitos e opiniões organizados das massas é um elemento importante na sociedade democrática. Aqueles que manipulam esse mecanismo invisível da sociedade constituem um governo invisível que é o verdadeiro poder dominante do nosso país".


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30 dezembro, 2019

Distopia para pessoas clicarem nos anúncios

Estamos construindo uma distopia movida a inteligência artificial, diz a sociologista Zeynep Tufekci. Na palestra no TED, ela detalha como os mesmos algoritmos de empresas de tecnologia que são usados para induzir cliques em anúncios também são utilizados para organizar informações políticas e sociais.


Ela diz que as máquinas nem são a verdadeira ameaça. O que precisamos entender é como os poderosos podem usar a inteligência artificial para nos controlar, manipular de formas novas, às vezes ocultas, sutis e inesperadas. E complementa dizendo que muita desta tecnologia que ameaça nossa liberdade e dignidade num futuro a curto prazo está sendo desenvolvida por empresas que estão no negócio de captura e venda de nossos dados e atenção para anunciantes e grandes companhias.

Além disso, ela mostra alguns exemplos de como algoritmos podem inferir facilmente ao entender nossas fraquezas, identificar sua etnia, posição religiosa e também política, traços de personalidade, inteligência, felicidade, uso de substâncias viciantes, separação dos pais, idade e gênero somente a partir das curtidas no Facebook ou também combinar você com seus dados fora da rede, podendo ser qualquer coisa, desde seus registros financeiros ou talvez através do seu histórico de navegação. Neste sentido, a palestrante questiona se estamos construindo uma infraestrutura de vigilância autoritária só para que as pessoas cliquem em anúncios. Confira a palestra completa no vídeo abaixo.



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14 fevereiro, 2019

Olhar aprofundado sobre o nosso inconsciente

A cem anos atrás, uma nova teoria sobre a natureza humana foi divulgada pelo austríaco Sigmund Freud. Ele dizia ter descobertos forças primitivas, sexuais e agressivas ocultas no fundo das mentes de todos os seres humanos. Forças que, se não controladas levariam indivíduos e sociedades ao caos e à destruição.


Porém, o centro da história além do Freud, temos também o seu sobrinho Edward Bernays que é quase desconhecido hoje em dia, porém, ele é quase tão importante para o século 20 quanto seu tio. Porque Bernays foi a primeira pessoa a pegar as ideias de Freud sobre os seres humanos, e usá-las para manipular as massas. Ele mostrou as corporações americanas pela primeira vez como elas poderiam fazer as pessoas quererem coisas que elas não precisam ao associar bens de consumo aos seus desejos inconscientes.

Disto viria uma nova idealização política de como controlar as massas. Ao satisfazer os desejos egoístas das pessoas se pode fazê-las felizes, e portanto dóceis. Foi então o começo do "eu" consumista que viria a transformar o nosso mundo moderno. Se você observar, desde o nosso nascimento nós sofremos inúmeros condicionamentos. O tempo todo tem alguém tentando te convencer de alguma coisa, seja para incentivar ao consumo desenfreado sem necessidade, ou até mesmo para validar ideias e comportamentos.

O documentário chamado "Idioma Desconhecido" traz uma investigação sobre o nosso inconsciente, e toda vulnerabilidade social que ele traz. O filme conta com 15 entrevistados, entre eles os músicos Marcelo Yuka e Otto, o ator e humorista Gregório Duvivier, o artista plástico Eduardo Marinho, o escritor e quadrinista Lourenço Mutarelli, a psicóloga e hipnóloga Gilda Moura, e o psicanalista Pedro de Santi.


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14 janeiro, 2019

Precisamos refazer a internet que conhecemos

Atualmente, as redes sociais são praticamente um segundo documento de identidade, ou seja, se você não participar de determinada plataforma, muitas vezes, isso é um sinônimo de total isolamento. No entanto, você já pensou como é que seria se você deletasse os seus perfis na rede e levasse uma vida diferente?


Na palestra realizada no TED pelo Jaron Lanier, considerado o pai da realidade virtual e uma das maiores referências e críticos do Vale do Silício, ele diz não ter conta em nenhuma rede social e deixa bem claro sobre o por quê: "Evito as redes sociais pela mesma razão que evito as drogas". Você pode perceber que os maiores líderes da área de tecnologia geralmente são "low profile" (ou seja, possuem estilos discretos e chamam pouca atenção), apesar de estarem à frente de tudo o que está ocorrendo.

O motivo disto ainda continuar acontecendo é porque estão viciados nesse modelo como seus próprios usuários. Segundo ele, as bases da internet foram fundamentadas em um modelo de negócio regido pelas propagandas. Os anúncios, nossos velhos conhecidos das mídias tradicionais, ganharam uma nova dimensão à medida que a internet se desenvolvia. O que antes era apenas a exposição de um produto, agora é uma engrenagem de algoritmos que modificam o comportamento de milhões de pessoas diariamente. E o pior: sem que quase ninguém perceba disso.

Neste sentido, temos os dispositivos que controlam nossas vidas, monitoram nossos dados e nos alimentam de estímulos. Parece familiar? Nesta palestra visionária, Lanier fala que precisamos criar uma cultura em torno da tecnologia que seja bonita e ao mesmo tempo também profunda e significativa para que possamos compreender esse erro e desfazê-la. Ao final, ele complementa: "Não podemos ter uma sociedade na qual, se duas pessoas desejam se comunicar, a única maneira que pode acontecer é se ela é financiada por uma terceira pessoa que deseja manipulá-las".


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20 novembro, 2018

Pombo-correio sobrevive na era da tecnologia

O pombo-correio sobrevive na era da tecnologia. Num mundo tão tecnológico nos dias atuais, onde com apenas um clique falamos com alguém em qualquer lugar, é até difícil a gente imaginar a comunicação por pombos-correio. No entanto, isso ainda existe e a maioria dessas aves são treinadas para competições.


O pombo tem a capacidade inata de retornar ao seu lar, o que significa que, geralmente, ele irá retornar a seu ninho. Acredita-se que é usando a "magnetorecepção" (capacidade de detectar um campo magnético para perceber direção, altitude ou localização. Esse mecanismo ajuda principalmente a desempenhar um papel importante na capacidade de navegação e orientação de diversas espécies de animais, além de ter sido postulada como um método dos animais desenvolverem mapas regionais) para navegar.

Antigamente, os pombos foram muito usados durante a Primeira Guerra Mundial para comunicações no campo de batalha, quando não havia comunicação por rádio, onde levavam recados entre os batalhões. Hoje em dia, já temos algumas alternativas mais sofisticadas como aplicativos de celular ou drones para transmissões de mensagens e espionagem. No Brasil, eles já até foram utilizados com pequenas mochilas (contendo celulares, baterias, chips e ainda cabos USB) para tentar contrabandear celulares para dentro da cadeia. Em alguns casos, os animais estavam exaustos devido ao peso da carga.

Neste documentário chamado "Sobre homens e pombos" sob direção de Guilherme Canton você irá ver como funciona na prática um campeonato paulistano de columbofilia (prática da criação, seleção e cultivo de pombos-correio para competição). Nele, será possível observar que os pombos têm um "instinto natural" parecido com o de aves migratórias, ou seja, a visão privilegiada de localização de pontos de referência com facilidade, além de possuírem também uma orientação pela posição do sol e ainda uma "bússola natural", formada por partículas de magnetita (minério de ferro) no bico.

Há quem diga que alguns criadores de pombos deixam os animais passarem fome ou separam o casal e colocam outro macho na gaiola somente para tentar que o pombo traído volte para casa mais rápido. Atualmente, a criação de pombos-correio ainda existem, porém, de forma bem menos atuante.



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13 novembro, 2018

O marketing da loucura: Drogar para lucrar

Os psiquiatras dizem-nos que a forma de resolver os comportamentos indesejáveis é alterando a química cerebral com um comprimido. Porém, ao contrário de um medicamento comum como a própria insulina, os medicamentos psicotrópicos não têm uma doença alvo mensurável para tratar, ou seja, há algo estranho.


E, consequentemente disso, podem transtornar o equilíbrio delicado dos processos químicos que o corpo precisa para funcionar bem. Apesar disso, os psiquiatras e as companhias farmacêuticas têm usado estes medicamentos para criar um mercado enorme e lucrativo. E eles têm feito isto nomeando cada vez mais comportamentos indesejáveis como "perturbações médicas" que requerem medicação psiquiátrica. Diante disso, surge a questão: Será que estes tipos de comportamentos deviam se chamar doenças? 

Ora, como é que os medicamentos psicotrópicos (substância química que age principalmente no sistema nervoso central, onde altera a função cerebral e temporariamente muda também a percepção, o humor, o comportamento e a consciência), sem uma doença alvo, poderes curativos conhecidos e uma lista longa de efeitos secundários se transformam no tratamento indicado para todo o tipo de distúrbios psicológicos? E mais, como é que os psiquiatras que apoiam estes medicamentos conseguiram ganhar essa dimensão toda no campo do tratamento mental? Será que todos nós somos insanos?



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09 outubro, 2018

A essência do ser humano: O poder de escutar

Há um enigma filosófico antigo e famoso, cuja pergunta é: "Se uma árvore cai na floresta e ninguém está por perto para ouvir, ainda assim ela produz um som?". Partindo deste experimento mental, William Ury explica como escutar é fundamental, e geralmente negligenciado, como metade de sua comunicação.


Vivemos em uma era chamada de a Idade da Comunicação, onde pessoas estão conectadas e boa parte tem acesso a diversos tipos de dispositivos móveis para enviar mensagens de texto, áudio e vídeo e, no entanto, parece que há uma desconexão da era conectada. Neste sentido, se pergunta: Quanto realmente está se escutando com essa quantidade de interrupção e distração? Na palestra do William Ury no TEDxSanDiego, ele nos mostra sua paixão em ajudar as pessoas a atingir o "sim" em negociações ou conflitos.

Além disso, o palestrante fala que pelo simples fato de escutar, o humor pode mudar completamente. E isso ajuda-nos a construir um relacionamento, a confiança, conectar com outro ser humano, além de ficar mais aberto ao outro, pois isso mostra que nos importamos, até porque todos querem ser ouvidos. Através da escuta é que podemos nos colocar no lugar dela para sintonizarmos na frequência do outro. Com isso, podemos observar os seus sentimentos e as suas necessidades subjacentes.


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23 julho, 2018

O século do ego e as forças ocultas da mente

Há cem anos, uma nova teoria sobre a natureza humana foi divulgada pelo criador da psicanálise Sigmund Freud. Ele dizia ter descoberto forças primitivas, sexuais e agressivas ocultas no fundo das mentes de todos os seres humanos. Forças que, se não controladas levariam indivíduos e sociedades ao caos e à destruição.


O documentário "O Século do Ego" é uma série da televisão britânica produzida em 2002 por Adam Curtis. Seu enfoque é sobre como o trabalho de Sigmund Freud, Anna Freud, e Edward Bernays influenciaram na maneira no qual as empresas e governos têm lidado com a psicologia do inconsciente em uma era de democracia de massa. O episódio começa falando sobre o sobrinho americano de Freud, Edward Bernays que é quase desconhecido hoje em dia, porém, ele é quase tão importante para o século XX quanto o seu tio, porque Bernays foi a primeira pessoa a pegar as ideias de Freud sobre seres humanos, e usá-las para o seu objetivo.

Ele mostrou às corporações americanas, pela primeira vez, como elas poderiam fazer as pessoas quererem coisas que elas não precisam, ao associar bens de consumo aos seus desejos inconscientes. Disso, viria uma nova idealização política. Ao satisfazer os desejos egoístas dos indivíduos, se pode fazê-las felizes e, portanto, dóceis. Foi o começo do "eu" consumista do nosso mundo moderno. As ideias de Freud sobre o funcionamento da mente humana hoje são aceitas pela sociedade, assim como a psicanálise.

No entanto, há cem anos, as ideias de Freud eram odiadas pela sociedade vienense. Isso porque naquela época, Viena era o centro de um vasto império na Europa central. E para a poderosa nobreza da corte dos Habsburg, as ideias de Freud eram não somente embaraçosas, como a própria ideia de examinar e analisar os sentimentos de alguém era uma ameaça ao seu reinado absoluto. Se tiver curiosidade, também está disponível a versão completa do documentário.


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13 julho, 2018

Que tal acabar com os plásticos dos oceanos?

Diante das consequências inegáveis da poluição por plásticos, pessoas de todo o mundo estão rejeitando os produtos descartáveis e se comprometendo com estilos de vida mais sustentáveis. Os governos também estão atuando: mais de cinquenta países se uniram à campanha Mares Limpos da ONU Meio Ambiente.



A campanha é o maior movimento mundial de luta contra o lixo marinho. As empresas não podem ignorar esse protesto público. Muitas indústrias estão elaborando planos para eliminar os plásticos de uso único, utilizar mais plástico reciclado em suas embalagens e trabalhar em uma reciclagem mais efetiva. Neste ano, ONU Meio Ambiente aproveitou o momento para convocar as pessoas a assumirem um compromisso ousado: "terminar" seu relacionamento com os plásticos.

O vídeo "Não sou eu, é você" faz parte da campanha intitulada "Mares Limpos" e explora a dependência do plástico de uso único por meio da história de um difícil término de relacionamento. Apesar do cenário de fim de namoro, o vídeo tem um desfecho feliz. Ao final, o vídeo faz um questionamento: "Você está pronto para encerrar esse relacionamento? Assuma seu compromisso" mostrando que todos nós devemos ter o compromisso de fazer o descarte de forma adequada.


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