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11 dezembro, 2024

O custo humano sobre a inteligência artificial

Como as grandes empresas de tecnologia exploram os trabalhadores de dados? Por trás da revolução da inteligência artificial ​​está uma força de trabalho invisível: milhões de trabalhadores de dados que treinam os sistemas que todos nós usamos. Muitos deles estão baseados em países como o próprio Quênia. 


Eles estão sendo expostos a conteúdos traumatizantes cada vez mais perturbadores, afetando diretamente a saúde mental enquanto ganham uma fração de seus colegas em países desenvolvidos. Mas a maré está mudando. Esses trabalhadores estão quebrando o silêncio, desafiando o sistema e exigindo reconhecimento justo no mundo da inteligência artificial.

Este documentário retrata aquilo que chamam de nova subclasse global de trabalhadores digitais que surgiu com o efeito das novas tecnologias que estão concentrados na maior parte em países como a Índia, Venezuela, Filipinas, Quênia e Colômbia. Relata-se que os trabalhadores de dados lá ganham às vezes menos de 2 dólares por hora, em comparação com mais de 20 dólares nos EUA.

Para a socióloga Milagros Miceli, ela diz que trata-se exatamente de esconder a mera existência destes trabalhadores, já que para os investigadores eles também supõem que essas pessoas são de alguma forma marginalizadas intencionalmente, isso porque as pessoas estão ali para fazer o trabalho e depois ir embora apenas e não na perspectiva de vida para crescer.

Desde o lançamento de programas de chatbots de inteligência artificial como ChatGPT, Gemini ou Copilot, um tipo adicional de dados tornou-se mais proeminente na anotação: o texto. Uma pesquisa feita pelo departamento de pesquisa alemão de inteligência artificial mostrou que geralmente essas pessoas que treinam têm pouco ou nenhum conhecimento destes tipos de sistemas que ajudam a treinar.


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18 janeiro, 2021

Os zumbis modernos na sociedade do cansaço

Este ensaio-filme envolve o fenômeno do cansaço em nossas sociedades capitalistas e seus sintomas como depressão, esgotamento e burnout. A artista visual Isabella Gresser tece as observações cinematográficas, fotográficas que fez na Coreia e Berlim com textos falados e trechos de palestras de Byung-Chul Han

No documentário, o filósofo traz algumas discussões sobre sociedade disciplinar, sociedade do controle, sociedade do cansaço e sociedade da transparência. Além disso comenta sobre Hegel, Peter Handke, Wim Wenders, conversa com o diretor de cinema Park Chan-wook, fala de sua juventude e visão atual sobre Berlim e Seul, além de destacar também as reflexões que Han faz acerca dos suicídios na Coreia.

O autor diz que quando você pisa no metrô é que você começa entender a definição de o que é uma sociedade do cansaço em seu estado terminal, onde os vagões do metrô parecem "vagões-leito", onde as pessoas conseguem dormir na volta para casa, pois na Coreia, por exemplo, você pode encontrar pessoas dormindo em todos os lugares, a qualquer hora do dia, num sinal evidente que elas lutam contra um sentimento de exaustão permanente.

Na sequência, o artista faz uma analogia com os animais marinhos que estão em alerta constante mesmo quando estão dormindo, porque precisam garantir a entrada de água suficiente por suas brânquias, pois se sufocam se não nadam. Após isso, completa dizendo que é possível que no futuro as pessoas trabalhem mesmo dormindo, como atuns ou tubarões, em um tipo especial de sistema multitarefa. Neste sentido, ele levanta uma questão: As pessoas vão querer parar de dormir e sonhar porque não são mais eficientes o suficiente? Aproveite para ativar as legendas em português no vídeo logo abaixo.

Nota: O que você achou do vídeo?

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