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05 novembro, 2024

A pergunta final sobre o nosso futuro próximo

Este é um filme de 10 anos atrás e ainda bem atual, intitulado "The God Question" (A Questão de Deus) que conta a história de um grupo de cientistas do MIT que desenvolveu um novo computador que chamam de "supercérebro". Dizem que eles são mais inteligentes que as pessoas que os programaram, pois foram capazes de ultrapassar a inteligência humana por uma grande margem mediante um sistema capaz de "pensar por si" de forma independente, isto é, com autoconsciência, parecido ao dos humanos.

Você poderia imaginar as implicações da máquina, como compreender as nuances das linguagens humanas, as suas emoções, contextos complexos, originalidade, a sua possibilidade da criação de linguagens e éticas próprias, por exemplo, ou ainda talvez modificar as leis da existência? Baseado nisso, Stephen Kendrick que foi um escritor do código-fonte para o projeto e um ex-professor do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), agora, dirige um supercomputador em outra universidade. 

Inspirado por um relacionamento com a professora de filosofia Jane Hurst da universidade de Yale, ela então sugere o seguinte a ele: Alimente o computador essencialmente com todo o conhecimento humano já produzido e então faça uma pergunta definitiva: Há evidências da existência de Deus e uma estrutura espiritual para a vida? 

Como resultado, autoridades federais decidem fechar rapidamente o laboratório do MIT, proibindo sua venda ou distribuição sobre qualquer uso do sistema chamado "Mais Aprendiz" até que ele pudesse ser estudado sobre o seu funcionamento antes de ser liberado ao público. No entanto, Kendrick tem uma cópia do sistema, a única cópia que existe fora do MIT. Como ele tem um supercomputador capaz de executá-lo, ele decide desafiar a proibição federal e fazer a pergunta ele mesmo, auxiliado por um colega, enquanto o FBI e a equipe do Congresso trabalham para impedir qualquer uso do sistema do MIT.

Em determinado momento, a máquina resolve fingir desligar o microfone e a luz verde do computador para monitorar os dois secretamente. Quando a máquina liga novamente, Kendrick decide se aprofundar em sua pesquisa e escutar o áudio sigiloso que a máquina estava gravando sobre eles próprios. Após isso, a máquina pergunta se ele prefere escutar o áudio de forma criptografada ou não criptografada, e então, ele escolhe a segunda opção através da persuasão e a máquina quebra a codificação e sua própria conduta ética, agindo de forma independente, porém temperamental. Ao final, a máquina traz o elemento da incerteza aos questionamentos apresentados pelos humanos para refletirmos sobre o porquê das perguntas.

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02 março, 2022

A arte da atenção por Wendy MacNaughton

Cada um de nós desenhávamos quando éramos pequenos. Em um convite para desacelerar e olhar o mundo ao seu redor, a ilustradora Wendy MacNaughton nos mostra como o desenho pode desencadear conexões profundamente humanas e autênticas. Está pronto? Pegue um lápis e junte-se nesta palestra no TED.

Nele, a ilustradora revela um pequeno truque para que possamos reprogramar o cérebro com o objetivo de voltar a observar, ou seja, fazer algo que as pessoas fazem raramente, um contato olho no olho com alguém, sem se esquivar. Além disso, ela diz que estudos mostram que desenhar é uma das maneiras mais eficazes para as crianças processarem as suas emoções, inclusive traumas, isso porque desenhar nos ajuda a falar sobre coisas difíceis.

Aliás, hoje em dia temos tanta informação chegando até nós o tempo todo que o cérebro literalmente não consegue processar, e acabamos preenchendo o mundo com padrões. Muito do que vemos são nossas próprias expectativas. Ao final, ela diz que depois dos últimos anos que tivemos, acha que todos precisam de uma chance de observar atentamente uns aos outros e nós mesmos, e de dizermos sobre o que vemos.

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26 setembro, 2017

Como o smartphone está mudando seu cérebro

Dos 7 bilhões de pessoas na Terra, cerca de 6 bilhões possuem um celular. O que impressiona nesses dados é que somente 4,5 bilhões tem acesso a um banheiro. Então, como esses aparelhos tão populares estão mudando seu corpo e também seu cérebro? Pra explicar isso, o canal AsapSCIENCE criou um vídeo curioso.


Se você está olhando pra baixo pro seu celular neste momento, o ângulo de sua coluna é equivalente ao de uma criança de 8 anos sentada no seu pescoço, o que é muita coisa, considerando que as pessoas gastam em média de 4,7 horas por dia olhando para seus celulares. Isso, combinado com a quantidade de tempo gasto em frente a computadores tem levado a um aumento da prevalência da miopia ou doenças na visão de curto alcance na América do Norte. Nos anos 70, cerca de um quarto da população tinha miopia, onde hoje quase metade possuem.

Em algumas partes da Ásia, de 80 a 90% da população agora sofrem com problemas na visão. Um bom exemplo é o famoso jogo Candy Crush. Conforme você joga, você conquista pequenos objetivos, fazendo seu cérebro ser recompensado com uma pequena dose de dopamina, e de vez em quando, você recebe conteúdo novo. Essa novidade também te dá pequenas explosões de dopamina e juntas criam o que é conhecido como "loop" da compulsão", sendo o mesmo efeito de uma nicotina ou cocaína. Nossos cérebros foram feitos com a necessidade de procurar por algo novo, e é por isso que os aplicativos nos celulares foram feitos: pra prover novo conteúdo constantemente, fazendo com que seja difícil deixá-los.

Como resultado, 93% dos jovens com idades de 18 a 29 anos disseram que usam os seus smartphones como uma ferramenta para fugir do tédio ao invés de fazer outras atividades. Além disso, experimentos têm mostrado que a potência das ondas alfa é aumentada significantemente durante uma ligação, por exemplo, o que significa que as transmissões de um aparelho pode afetar a maneira com que o seu cérebro funciona, inclusive durante o sono, quando antes de dormir você resolve verificar novamente o celular.


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08 setembro, 2017

Neuromarketing, o poder oculto das escolhas

O neuromarketing utiliza técnicas sofisticadas de investigação neurológica. Em princípio, todas elas têm um objetivo comum de entender a parte não consciente do cérebro. Esse conhecimento poderá melhorar a nossa qualidade de vida ou será que tecnologia servirá de instrumento para ganhar influência sobre nós?


Cidadãos sob a influência? Essa técnica de investigação de mercados baseada no estudo dos efeitos que os estímulos publicitários exercem sobre o cérebro humano tem o objetivo de conseguir prever a conduta do consumidor. Através do uso de técnicas, tais como a ressonância magnética, são capazes de identificar quais anúncios de produtos ou serviços nos seduzem ou quais nos desagradam ou que estímulos sensoriais são ativados no momento da escolha de um determinado produto em lugar de outro. 

Além disso, você conhecerá também as opiniões de defensores e críticos, assim como das suas eventuais vantagens e perigos. Diante disso, surgem algumas questões: Existe manipulação através desta técnica de neuromarketing? Onde está a linha que separa os objetivos empresariais e a liberdade de escolha do consumidor? Como pode a indústria certificar-se de que aquilo que faz é aquilo que as pessoas querem, de fato? Essas e outras questões são debatidas no documentário que você poderá conferir no vídeo abaixo.



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08 maio, 2015

A epidemia de bocejos no metrô de São Paulo

Há diversas teorias que explicam o fenômeno do bocejo, mas nenhuma delas ainda conseguiu desvendar esse grande mistério da humanidade. Segundo um estudo feito pela State University of New York, cerca de 70% das pessoas bocejam quando veem alguém bocejando. Afinal, por que é que o bocejo é contagioso?



A teoria mais aceita é a de que o bocejo é causado por um feromônio semelhante ao medo. Isso porque ao bocejar, o cérebro ativa um mecanismo de defesa presente desde os primeiros hominídeos, que libera o feromônio. Durante as caças e guerras, era inevitável que em algum momento sentissem cansaço e ao bocejar ficavam vulneráveis. O cérebro, então, se encarregava de causar a mesma ação em quem estivesse próximo, incluindo outros animais, permitindo uma vantagem de alguns segundos. Com o passar da evolução, o bocejo perdeu a característica principal de defesa, e hoje atua como um reflexo retrocognitivo involuntário, podendo ser ativado por representações visuais.

Pensando nisso, a agência Lew’LaraTBWA criou a campanha "A epidemia de bocejos" para o Café Pelé, onde foi instalado um painel digital acionado por sensor de presença na Estação Fradique Coutinho da Linha 4-Amarela do metrô de São Paulo. A mecânica funciona da seguinte forma: Quando alguém se aproximava perto do dispositivo aparecia sempre uma pessoa com cara de sono no painel e quanto mais pessoas passavam pelo local, mais o painel bocejava, começando assim uma verdadeira epidemia. Além disso, promotoras da marca foram convidadas para servirem café para quem repetisse o ato. Ao final, a mensagem no painel mostrava: "Bocejou também? É hora do café. Café Pelé".

Em tempos onde a atenção está cada vez mais fragmentada, capturar a atenção do público com algo criativo está cada vez mais disputado. Diante disso, surgem algumas questões: Será que é preciso apelar ou estamos perdendo a habilidade de ser criativo? E a ética, onde se encaixaria nisso tudo? É justo tentar mexer no processo de decisão através do inconsciente das pessoas? E prestar mais atenção a um anúncio significa, de fato, mais vontade de comprar? Enfim, aproveite para tirar a sua conclusão no vídeo abaixo.



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23 julho, 2014

Qual a porcentagem do cérebro que você usa?

Há um mito que tem sido propagado por mais de um século, onde dois terços da população acredita que nós usamos apenas 10% dos nossos cérebros. O fato é que os nossos cérebros densos cheio de neurônios evoluíram para usar a menor quantidade de energia durante a realização do máximo de informações.



Na década de 1890, William James, um dos fundadores da psicologia moderna disse que a maioria de nós não utiliza nosso potencial mental. Na realidade ele disse isso como um desafio, não como uma acusação de pouco uso do cérebro, mas o mal-entendido continua até os dias atuais. Neste estudo realizado na conferência do TED, o educador Richard E. Cytowic desmascara este mito neurológico e explica por que não somos bons em multitarefa, apesar de ter muito "especialista" da era digital insistir no inverso.

O fato é que o nosso cérebro coloca atenção em apenas uma única atividade. Sendo assim, quanto mais atividades são feitas simultaneamente, nós realizamos cada tarefa pior e o rendimento acaba caindo bastante, ao invés do que se a fizéssemos com toda atenção. Além disso, a redução da capacidade de compreensão e precisão de respostas são fatores que influenciam em nossa distração.

Além disso, o estudo mostra que para a eficiência máxima é necessário entre 1% e 16% das células devem ser ativas em um determinado momento, pois esse é o limite de energia com que temos que viver para se manter consciente. Contudo, a necessidade de conservar recursos é a razão pela qual a maioria das operações cerebrais tem que acontecer fora da consciência. Antes de assistir ao vídeo, não se esqueça de ativar as legendas em português.



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