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28 junho, 2022

Alphaville, a vida pelo lado de dentro do muro

Este é um documentário produzido em 2008 que mostra o estilo de vida do lado de dentro do muro dos condomínios fechados de São Paulo. O retrato de um Brasil cercado, onde supostamente é mantido longe o perigo, as interações indesejadas, todo tipo de movimento, heterogeneidade e imprevisibilidade das ruas.

A diretora do documentário chamada Luiza Campos diz que morou por cerca de 2 meses em um dos 30 condomínios fechados da região de Alphaville, um dos bairros mais nobres e luxuosos da região, que atrai muitas pessoas de São Paulo e outras cidades próximas da capital. Nele, ela conta que em São Paulo, existe uma sensação permanente de medo da violência. 

Para muitos, a cidade se transformou em uma espécie de zona de conflito e a solução encontrada foi criar ambientes protegidos longe dos perigos e isolados, algo como uma prisão domiciliar de luxo, onde quem está dentro perde a noção da realidade e o senso de empatia, tanto em que, num certo momento uma das moradoras menciona a violência como fruto de um resto da sociedade daqueles que estão do lado de fora.

Interessante observar a visão sob o olhar da menina pequena, já influenciada pelo Big Brother da vida real na ilusão de segurança através de cercas elétricas, câmeras de vigilância para rastrear cada movimento em uma espécie isolada de bolha social olhando apenas pelas grades e fotografando muros, onde humanos parecem animais para entretenimento dentro do zoológico e ainda consumindo alimentos em sua maioria artificiais, pois como ela mesma diz: nada acontece, já que é um ambiente silencioso. 

A diretora fala também que a Alphavile brasileira é quase uma cidade imaginária, uma ficção científica que virou realidade, um mundo perfeito (como no livro "Admirável Mundo Novo" escrito por Aldous Huxley, ou seja, indivíduos padronizados geneticamente e também condicionados para se comportarem de forma tão previsível quanto as máquinas. E neste sistema, a casta, isto é, a divisão social determina toda a vida de uma pessoa desde o momento do seu nascimento até a morte).

Além disso, as pessoas são cercadas de muros de 5 metros de altura com muitos quilômetros de extensão, onde mais de 60 mil pessoas vivem em uma espécie de sonho neoclássico, um estilo que se inspira em estruturas da arquitetura greco-romana, sendo esse um dos principais fatores que fazem com que ele seja visto como nobre e severo. Neste sentido, surge a seguinte questão: Em que momento nós falhamos como sociedade ao ponto de nos isolarmos dessa forma?

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20 julho, 2020

Hackers, o sistema imunológico da internet

A beleza dos hackers, segundo a especialista em segurança cibernética, Keren Elazari, é que eles nos forçam a evoluir e melhorar. Alguns hackers são maus, porém, muitos estão trabalhando para combater a corrupção do governo e defender nossos direitos, uma vez que empresas lutam para controlar a internet.


Isso porque o acesso a informação é uma importante moeda de poder. Keren diz o que eles tentam fazer é criar programas de vigilância que não deixam nada escapar. É uma relação de amor e ódio quando se trata de hackers (mesmo as empresas fundadas por hackers, como o próprio Facebook, ainda têm uma relação complicada), porque as mesmas pessoas que os demonizam também os utilizam bastante. E ao expor as vulnerabilidades, eles forçam a internet a tornar-se mais forte e sadia, exercendo seu poder para criar um mundo melhor, porque afinal, não é a informação que quer ser livre, somos nós.

Ela conta ainda que um dia viu o general Keith Alexander. Na época, ele era diretor da NSA (Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos) e ao em vez do seu uniforme de 4 estrelas do exército americano, ele estava usando jeans e uma camiseta na DEFCON (uma das maiores convenções hacker do mundo) para contratar alguém e disse: "Bem aqui nessa sala está o talento de que nossa nação precisa" e os hackers que estavam na fila de trás responderam: "Então parem de nos prender".

Além disso, a especialista em segurança diz que os hackers mobilizam as massas a partir dos teclados até as ruas, porque estão dispostos a arriscarem sua liberdade por ideais como a liberdade da internet, pois talvez eles sejam os únicos ainda capazes de desafiar governos que abusam da autoridade e empresas que escondem informações em seu próprio campo de atuação, pois para ela isso representa esperança.



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30 abril, 2020

O estado de vigilância com Edward Snowden

Quando o denunciante da NSA, Edward Snowden expôs detalhes de vários programas de monitoramento do governo em 2013, ele iniciou um tremendo debate a respeito da liberdade e segurança digital. O debate veio à tona, quando a companhia da Apple refutou uma ordem judicial do FBI para acessar um iPhone.


Na ocasião, o celular do autor do tiroteio em San Bernardino, na Califórnia. E para conseguir o acesso, o FBI teve que pagar mais de 1 milhão de dólares para um grupo de "hackers" profissionais para ajudá-lo a acessar o iPhone, isso porque a Apple se recusava a ajudar. No entanto, com o desenrolar das coisas, foi provado que Snowden estava certo, porque o FBI foi capaz de penetrar o iPhone sem a ajuda da Apple.

Nos últimos anos, uma controvérsia se instaurou sobre o monitoramento do governo dos Estados Unidos sobre seu próprio povo e trouxe este debate para um ponto crítico. Enquanto isso, jornalistas e ativistas estão sob ataque crescente de agentes estrangeiros. Para descobrir as reais capacidades do governo, e se qualquer um de nós pode, de fato, proteger nossas informações mais sensíveis, o fundador da VICE, Shane Smith foi até o lendário hotel Metropol, em Moscou, para encontrar-se com o homem que começou toda essa conversa, Edward Snowden. Aproveite para ativar as legendas em português no vídeo abaixo.


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10 junho, 2017

Emocionante história da Volvo sobre o futuro

O homem, apesar de todo seu poder, o conhecimento e sua capacidade, mostra-se cada vez mais o lobo do homem. É mais superficial e menos humano. Há mais procura e menos encontro. Há mais capacidade de ter e menos coragem de ser. A tecnologia solucionou problemas e criou outros novos, difíceis de solucionar.


Criamos máquinas com a ilusão de nos servir, só que acabamos nos transformando em servos dessas mesmas máquinas e tecnologias. Aos poucos, vamos percebendo que tem algo um pouco estranho e, portanto, nasce a necessidade de uma mudança muito mais de valores do que de mecanismos. Diante disso, surge algumas questões: Qual o futuro que queremos? Será que a tecnologia está nos deixando menos humanos? O novo comercial da Volvo que foi batizada de "Moments" criada pela agência sueca Forsman & Bodenfors faz uma reflexão do quanto um momento pode afetar uma vida inteira.

O filme começa mostrando as expectativas de uma garota em seu primeiro dia de aula na escola e os seus vislumbres do que a vida pode reservar para ela nos próximos anos, desde viajar pelo mundo, conquistar sua casa própria até finalmente construir uma família. Então, a garota resolve ir sozinha à pé até a escola, enquanto sua mãe sai de casa guiando seu carro, tudo isso em um tom dramático. A menina se mostra um pouco descontente com a situação de ir para escola, só que a sua mãe tenta acalmá-la, mostrando à filha o lado positivo da vida.

Em uma fração de segundos quando a menina está atravessando a rua, aparece um Volvo XC60 bem na sua frente que está sendo guiado de forma desatenta pela sua própria mãe. Quando parece que a situação vai sair do eixo, o sistema de segurança do carro consegue detectar o obstáculo na sua frente e logo aciona seu dispositivo de emergência, tudo isso de forma automatizada pelo veículo. Ao final, o comercial assina com a mensagem: "Sometimes the moments that never happen, matter the most" (Às vezes, os momentos que nunca acontecem, são os mais importantes).



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06 maio, 2015

As mães fazem segurança dos filhos em estádio

Com o intuito de conscientizar os torcedores mais fanáticos e ajudar, de alguma forma, a trazer mais paz para o futebol, a agência Ogilvy em parceria com o time do Sport Club do Recife criou uma campanha "Security Moms" (Mães Seguranças) para tentar surpreender os torcedores no estádio da Arena Pernambuco.


Cerca de trinta mulheres, todas elas mães de torcedores do Sport, foram treinadas e preparadas para ajudar a fazer a segurança no jogo contra o Náutico. Elas estavam uniformizadas com coletes de segurança e devidamente posicionadas em pontos estratégicos do estádio, chamando a atenção de todos os presentes, incluindo os seus filhos, sobre a importância do combate à violência entre torcidas nos jogos de futebol.

A ação também acompanhou a reação de alguns rubro-negros mais fanáticos ao perceberem que quem estava fazendo a segurança da torcida do seu time era ninguém mais ninguém menos que as suas próprias mães. Antes de participarem do "Clássico dos Clássicos", as mães receberam o mesmo treinamento de segurança que recebem todos os envolvidos na segurança do jogo, policiais militares, seguranças particulares da Arena Pernambuco e voluntários que trabalham nos jogos. E para amplificar a mensagem para todo o público foi realizada ainda uma chamada através dos telões e pelo sistema de som do estádio.



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15 janeiro, 2014

As barreiras invisíveis entre as classes sociais

Em agosto de 2000 um grupo de manifestantes organizou uma ocupação em um grande shopping da zona sul carioca. O episódio acabou tendo uma grande repercussão na imprensa nacional e até hoje é discutido por alguns teóricos. Com a força das redes sociais, o tema ganhou um enorme destaque nos dias atuais.



Conhecido como "rolezinhos", os encontros de adolescentes dentro de shoppings fizeram com que os lojistas encerrassem o expediente algumas horas mais cedo, pois o que seria para ser apenas um simples passeio, transformou-se em uma manifestação, ou seja, uma espécie de luta pelos direitos humanos. A polêmica toda está sendo causada devido à restrição de acesso ao estigmatizar grupos sociais.

Diante deste cenário com ascensão da nova classe média, o documentário chamado "Hiato" produzido pela Gume Filmes ajuda a embasar o momento econômico do país, mostrando essa imagem de desigualdade, além de criar também um verdadeiro dilema em escolher entre liberdade e segurança, pois com base no psicanalista Sigmund Freud: a civilização é sempre uma troca, ao escolher a liberdade, é preciso abrir mão de certa segurança, ao escolher a segurança, é preciso abrir mão de certa liberdade.

No documentário a professora de comunicação social, Ivana Bentes, em entrevista faz uma reflexão: "Por que eu tenho que me vestir de certa maneira para ir ao shopping? Onde estaria escrito essas regras invisíveis?". E então, se pergunta: Onde ficam os direitos humanos básicos de todos os seres humanos?



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