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21 agosto, 2025

Os algoritmos estão quebrados e você já sabe

internet moderna fez com que muitas pessoas parassem de procurar coisas, isso porque as próprias recomendações das plataformas já informam o que nós deveríamos consumir hoje em dia. Avaliações falsas de produtos, pessoas se passando por especialistas, guias de consumo disfarçado de anúncios ou artigos potencializados por manipulação digital, o que mais você iria querer navegando por oceanos de lixo?


E, através desse condicionamento, um número crescente de usuários está optando por simplesmente deixar que a plataforma decida o que ela irá ver quando entrar para evitar corresponder aos desejos ou gostos de outros mesmo sabendo que elas têm alternativas. Deixar à complacência algorítmica significa que você está abrindo mão de sua própria escolha de maneira que talvez você não perceba. E à medida que a internet e a vida real se misturam, isso pode se tornar ruim. Perceba que atualmente a experiência tem mudado significativamente pela maior quantidade e velocidade com que as informações circulam.

Antigamente, era preciso mais esforço intelectual para verificar a veracidade das informações quando você encontrava algo interessante. Já hoje em dia, basta uma captura de tela sem fonte específica para você "entender" todo o contexto, isso sem mencionar os conteúdos que desaparecem misteriosamente. E como a maioria do público acessa a internet por meio de dispositivos móveis através de aplicativos, a curadoria automatizada já vem embalada, organizada e algumas vezes oculta determinadas coisas para o seu bem (ao menos é o que diz) ao mesmo tempo que coleta dados às vezes de forma obscura.

Desta forma, as pessoas estão deixando de procurar por coisas interessantes e apenas vagando no piloto automático em um tipo de isolamento social, algo como uma prisão domiciliar de luxo já influenciada pelo Big Brother da vida real na ilusão de segurança através de cercas elétricas e muros altos ao redor, longe de "conteúdos indesejados" (no caso, os filtros-bolha) sem perceber em uma espécie de cegueira, onde humanos parecem animais para entretenimento dentro do zoológico e ainda consumindo alimentos em sua maioria artificiais literalmente, pois como ela mesma diz: nada acontece, já que é um ambiente silencioso. 

E pela busca por mais entretenimento (escassez de aprendizagem), conflitos reacionários, exploração da conexão humana (reforço binário da plataforma que contribui para polarização) do que conhecimento é uma tendência observada atualmente, visto que o próprio entretenimento oferece (mais tempo de tela e consequentemente mais lucro) uma forma de diversão que pode capturar a atenção de forma imediata, enquanto o conhecimento exige esforço, o que o torna menos atrativo para muitos.

Um dado curioso é que a maioria dos usuários já não está mais usando o recurso para acompanhar os conteúdos favoritos, o que parece ser um indicativo crescente de que as pessoas estão buscando conduzir a sua própria experiência ao invés de deixar que a plataforma decida por elas, seja através de uma simples recomendação de conteúdo antigo, já que conteúdos novos são gerados por inteligência artificial ou talvez te direcionar para algum lugar através de um veículo autônomo sem motorista para te fazer esquecer da existência humana, já que a própria inteligência artificial daria a nós essa ilusão parecida.


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20 julho, 2020

Hackers, o sistema imunológico da internet

A beleza dos hackers, segundo a especialista em segurança cibernética, Keren Elazari, é que eles nos forçam a evoluir e melhorar. Alguns hackers são maus, porém, muitos estão trabalhando para combater a corrupção do governo e defender nossos direitos, uma vez que empresas lutam para controlar a internet.


Isso porque o acesso a informação é uma importante moeda de poder. Keren diz o que eles tentam fazer é criar programas de vigilância que não deixam nada escapar. É uma relação de amor e ódio quando se trata de hackers (mesmo as empresas fundadas por hackers, como o próprio Facebook, ainda têm uma relação complicada), porque as mesmas pessoas que os demonizam também os utilizam bastante. E ao expor as vulnerabilidades, eles forçam a internet a tornar-se mais forte e sadia, exercendo seu poder para criar um mundo melhor, porque afinal, não é a informação que quer ser livre, somos nós.

Ela conta ainda que um dia viu o general Keith Alexander. Na época, ele era diretor da NSA (Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos) e ao em vez do seu uniforme de 4 estrelas do exército americano, ele estava usando jeans e uma camiseta na DEFCON (uma das maiores convenções hacker do mundo) para contratar alguém e disse: "Bem aqui nessa sala está o talento de que nossa nação precisa" e os hackers que estavam na fila de trás responderam: "Então parem de nos prender".

Além disso, a especialista em segurança diz que os hackers mobilizam as massas a partir dos teclados até as ruas, porque estão dispostos a arriscarem sua liberdade por ideais como a liberdade da internet, pois talvez eles sejam os únicos ainda capazes de desafiar governos que abusam da autoridade e empresas que escondem informações em seu próprio campo de atuação, pois para ela isso representa esperança.



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26 fevereiro, 2020

O garoto que encontrou o fantasma de seu pai

Em 2014, um usuário do Youtube mais conhecido como "00WARTHERAPY00" comentou em um vídeo que falava sobre como os jogos podem ser uma experiência espiritual. A história do menino que encontrou o "fantasma" do pai em um jogo de corrida, ganhou a internet, chegando até o cineasta John Wikstrom.


O usuário conta que quando ele tinha 4 anos de idade, o seu pai havia comprado um Xbox e que tiveram muita diversão jogando todos os tipos de jogos juntos, até que um dia em que o seu pai morreu quando ele tinha apenas 6 anos. Após isso, ele diz que não conseguiu mais tocar naquele videogame por 10 anos, pois afirma que quando o seu pai morreu, perdeu também a vontade de jogar em seu Xbox para não se lembrar dos momentos de diversão que passava com o pai, que não voltariam mais.

No entanto, quando o jovem conseguiu ligar o console para entrar no jogo de corrida chamado "RalliSport Challenge", no primeiro Xbox, o garoto notou algo curioso e descobriu que os tempos do pai ainda estavam registrados e que podia disputar corridas contra o "fantasma" dele. Nisto, ele ficou jogando tanto que um dia conseguiu ficar na frente dele, ultrapassou e parou na linha de chegada só para ter certeza de que não iria apagá-lo. Para ele, essa foi uma verdadeira experiência espiritual de jogar novamente com o seu pai. Aproveite para ativar as legendas em português no curta-metragem logo abaixo.


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12 fevereiro, 2020

Qual é o preço de acessar uma internet limpa?

Quando você resolve publicar alguma coisa na internet, você tem certeza de que sua publicação continuará lá? O documentário chamado "The Cleaners" mostra uma nebulosa e escondida indústria de "zeladores digitais", onde a internet se livra do que não gosta, como violência, pornografia e os conteúdos políticos.


Milhões de imagens e vídeos são carregados na internet todos os dias, porém, raramente vemos conteúdos chocantes e perturbadores na rede social. Conscientizar ou censurar? Empresas decidem o que fica online e também o que deve ser retirado de circulação. Ora, quem está controlando o que nós vemos e o que nós pensamos, uma vez que as nossas decisões impactam o pensamento de 2 bilhões de pessoas?

No sombrio submundo da internet, os documentaristas Hans Block e Moritz Riesewieck nos mostram um olhar sobre essa indústria virtual responsável por fazer limpezas digitais, apagando e definindo por conta própria quais conteúdos que ficam visíveis online. Existem dezenas de milhares de pessoas fazendo esse tipo de trabalho (a maioria são filipinos e 90% deles são cristãos) e obviamente, tudo feito em segredo. A terceirização desse serviço deveria ser preocupante nas sociedades democráticas.

De acordo com quem realiza esse tipo de trabalho, diz que o objetivo diário é moderar cerca de 25 mil imagens por dia (ou seja, é como entrar para o livro dos recordes), além de permanecer anônimo por causa de um contrato assinado. Confira o impacto psicológico desse tipo de trabalho e como a limpeza digital influencia o que todos nós vemos e pensamos. Aproveite para também ativar a opção da legenda em português que está disponível no vídeo abaixo.



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14 janeiro, 2019

Precisamos refazer a internet que conhecemos

Atualmente, as redes sociais são praticamente um segundo documento de identidade, ou seja, se você não participar de determinada plataforma, muitas vezes, isso é um sinônimo de total isolamento. No entanto, você já pensou como é que seria se você deletasse os seus perfis na rede e levasse uma vida diferente?


Na palestra realizada no TED pelo Jaron Lanier, considerado o pai da realidade virtual e uma das maiores referências e críticos do Vale do Silício, ele diz não ter conta em nenhuma rede social e deixa bem claro sobre o por quê: "Evito as redes sociais pela mesma razão que evito as drogas". Você pode perceber que os maiores líderes da área de tecnologia geralmente são "low profile" (ou seja, possuem estilos discretos e chamam pouca atenção), apesar de estarem à frente de tudo o que está ocorrendo.

O motivo disto ainda continuar acontecendo é porque estão viciados nesse modelo como seus próprios usuários. Segundo ele, as bases da internet foram fundamentadas em um modelo de negócio regido pelas propagandas. Os anúncios, nossos velhos conhecidos das mídias tradicionais, ganharam uma nova dimensão à medida que a internet se desenvolvia. O que antes era apenas a exposição de um produto, agora é uma engrenagem de algoritmos que modificam o comportamento de milhões de pessoas diariamente. E o pior: sem que quase ninguém perceba disso.

Neste sentido, temos os dispositivos que controlam nossas vidas, monitoram nossos dados e nos alimentam de estímulos. Parece familiar? Nesta palestra visionária, Lanier fala que precisamos criar uma cultura em torno da tecnologia que seja bonita e ao mesmo tempo também profunda e significativa para que possamos compreender esse erro e desfazê-la. Ao final, ele complementa: "Não podemos ter uma sociedade na qual, se duas pessoas desejam se comunicar, a única maneira que pode acontecer é se ela é financiada por uma terceira pessoa que deseja manipulá-las".


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31 outubro, 2018

Tenha cuidado com os filtros-bolha na internet

Até que ponto as informações encontradas na internet são as informações que nós precisamos saber? Será que nós apenas conseguimos ver aquilo que "eles" querem que nós enxergamos? Será que estamos isolados em uma bolha de informações? Na palestra de Eli Pariser, ele argumenta fortemente sobre esse cenário.


Ora, quem decide o que é mais ou menos importante e o que não é? Na internet, as forças invisíveis do cotidiano (no caso, os algoritmos) estão por toda parte. À medida em que empresas da web se esforçam para fornecer serviços sob medida para nossos gostos pessoais (incluindo notícias e resultados de pesquisa), acontece uma perigosa e não intencional conseqüência: caímos na cilada dos "filtros-bolha".

Deste modo, esses filtros personalizados podem comprometer o equilíbrio. E, ao invés de consumir uma dieta balanceada de informação, você pode acabar rodeado por "junk food", uma expressão pejorativa para alimentos com alto teor calórico (no caso, informações sem valores) e isso pode se tornar um perigo. Sem perceber, passamos por esta situação todos os dias e estamos cada vez mais isolados em uma rede de uma só pessoa. Em consequência disso, não somos expostos à informações que poderiam expandir a nossa visão de mundo.

As redes sociais, por exemplo, parecem espaços democráticos para troca de ideias. Porém, elas passam para os usuários uma ideia distorcida da realidade. Na palestra do Eli Pariser realizada no TED em 2011, ele nos mostra que definitivamente isso é ruim para nós e para a democracia, até porque precisamos que ela conecte a todos nós (sem que seja feito qualquer tipo de seleção previamente), introduza novas ideias e pessoas, além de apresentar diferentes perspectivas. Aproveite para também ativar a opção da legenda em português que está disponível no vídeo abaixo.



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17 agosto, 2017

Se o produto é de graça, então o produto é você

A maioria das pessoas possuem uma conta de e-mail ou até mesmo um perfil em rede social, porém, quase ninguém lê o contrato de adesão desses tipos de serviços. Já reparou na coincidência de sempre aparecer um produto que você precisa nas propagandas do site no qual você permitiu o acesso aos seus dados?


Além disso, você já percebeu que as tipografias das letras são colocadas na maioria das vezes com uma fonte pequena, sem serifa e em caixa alta (maiúsculas), justamente para dificultar a leitura do contrato, pois assim o texto vira um bloco de informação em vez palavras e espaços? Você tem alguma ideia para onde vão os nossos dados? Quem será que lê? Para quem interessa? Será que são vendidas? Para quem, já que são ou deveria ser informações privadas? Já pensou em quantos dados pessoais autorizamos (podendo haver atualizações no contrato) sem perceber o que há nas entrelinhas ou quantos dados sobre nós essas empresas têm? 

O consentimento serve para que a empresa possa reter seus dados por tempo que ela mesma desejar (já que não há garantia de remoção em sua totalidade) para evitar atos terroristas realmente? O governo tem o direito de ser protegido contra qualquer investigação não justificada, já que ao mesmo tempo segue as leis? O documentário mostra que empresas podem usar os seus dados até para prevenir uma comunicação particular e protestos, uma espécie de pré-crime igual no filme "Minority Report", onde o sistema permitia prever crimes com precisão e a taxa de assassinatos caísse para zero.

No entanto, o detetive John Anderton (personagem fictício) descobre que foi previsto um assassinato que ele mesmo fosse cometer, colocando em dúvida sua reputação ou quanto o sistema é confiável. Neste sentido, há um dilema moral: se alguém é preso antes de cometer o crime pode esta pessoa ser acusada de assassinato, pois o que motivou sua prisão nunca aconteceu? É como dizia o ditado: "Ás vezes pra se ver a luz é preciso se conhecer a escuridão". Como consequências disso, companhias começaram a explorar esses dados economicamente, criando uma gigantesca indústria de comércio de dados pessoais para empresas de publicidade direcionada, além de manterem as portas abertas para a espionagem dos cidadãos pelos seus governos sem nenhuma concessão, criando um estado de vigilância ininterrupta e quase onisciente. 

O documentário "Sujeito a Termos e Condições" investiga o acesso do governo e também das grandes corporações aos dados de usuários da internet, por meio de bancos de dados disponibilizados assim que o indivíduo aceita um termo de uso. Ao final, o documentário mostra que nenhuma lei dos EUA lidou com as políticas que permitissem que as agências do governo e as empresas abusassem de dados pessoais. No vídeo abaixo, você irá ver como governos e empresas podem invadir a sua privacidade pela internet.


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11 agosto, 2017

Será que somos realmente livres na internet?

A World Wide Web (rede mundial de computadores) foi concebida e construída a partir de um fundamento principal: a liberdade pela conexão em rede, e não demorou para se tornar o carro-chefe da liberdade de expressão. Com ela, passamos de consumidores de informação para também produtores de conteúdo.


Para termos uma noção, a China levantou uma verdadeira muralha para barrar as redes sociais e censurar buscas na internet. Para escapar desse bloqueio, os usuários utilizam redes privadas virtuais, as chamadas VPNs, elas criam um túnel de conexão protegido por criptografia que atravessa a muralha virtual até um servidor em outro país. Além disso, as citações ao Massacre da Praça da Paz Celestial e fatos ligados aos movimentos de Independência de Taiwan e do Tibet simplesmente não são encontrados.

Neste sentido, surgem algumas questões importantes: O quanto somos realmente livres na internet para acessar conteúdos e também nos expressarmos? Quem governa a rede? Com quais seriam esses interesses? Será que temos privacidade, de fato, já que para possuirmos ela, precisamos também concordar com os seus Termos de Uso (sempre que houver mudanças) e para usar obviamente, você terá que dar acesso ao seu microfone e câmera do dispositivo, por exemplo, para que o sistema possa gravar (todos esses dados e usá-los quando for preciso), filtrar, analisar, armazenar e avaliar todo seu comportamento, com finalidade segundo o próprio presidente Barack Obama de prevenir ataques terroristas?

Onde ficam os direitos humanos? Quem garante o direito de todos os cidadãos a uma conexão rápida e de baixo custo? Essas e outras questões são debatidas do documentário Freenet por especialistas e ativistas, como Lawrence Lessig, Sérgio Amadeu da Silveira, Jacob Appelbaum, Glenn Greenwald, Edward Snowden, Frank La Rue, Nnenna Nwakanma, Catalina Botero, entre outros. O filme passeia pela África, Índia, Estados Unidos, Brasil e Uruguai, mostrando iniciativas e obstáculos para a democratização do acesso à internet e para a garantia de neutralidade da rede.



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03 agosto, 2017

The Gemidão of Zap, a obra-prima da internet

Uma das vozes femininas mais ouvidas do Brasil na atualidade é da Alexis Texas, uma atriz pornô. Sim, isso mesmo! De nome, talvez pouca gente conheça, porém, o áudio "Gemidão do WhatsApp" que circula pelos comunicadores instantâneos ficou bastante conhecido e tem atormentado os brasileiros nos últimos meses.


Provavelmente você ou alguém próximo, quem sabe, já deve ter caído nesta pegadinha do "Gemidão do WhatsApp" tentando abrir aquele vídeo duvidoso em público de última hora através de algum amigo seu, e quando é pego de surpresa com aquele som desconfortável de uma mulher gemendo de prazer, acaba ficando em uma situação constrangedora. Quem nunca caiu nesta pegadinha? Realmente, os brasileiros são as pessoas mais criativas quando se trata de criar novas formas de sacanear os outros.

O redator Leonardo Barbosa e o diretor de arte Paulinho Duarte, dupla de criação na agência VML estavam um dia conversando e decidiram que essa brincadeira merecia ser reconhecida pelo mundo inteiro. Com ajuda do João Villa Savatin do canal "Gente Sente Aqui", no Youtube, eles criaram o "case" chamado "The Gemidão of Zap" para enfatizar essa obra-prima da internet brasileira.



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21 junho, 2017

A crítica bem-humorada a internet das coisas

Os produtos inteligentes podem ser burros se não forem desenvolvidos para se adequarem às necessidades humanas. Se você se sente enrolado na tecnologia, saiba que você não está sozinho, até porque conforme aumenta a quantidade de aparelhos conectados, a sua frustração com a tecnologia também aumenta.


Isso porque antes de conectar os produtos, temos que de fato nos conectar com pessoas. Pensando nisso, a agência sueca Forsman & Bodenfors criou para a empresa de tecnologia Semcon, a sua mais recente campanha intitulada "The Internet of S**t Song", baseada na clássica canção infantil "Dem Bones" (Os Ossos, sobre a constituição do nosso esqueleto), onde ela faz uma sátira com o alarde exagerado em torno da Internet das Coisas (IoT) e com a falta de preocupação com o usuário, além de lançar um leve olhar sobre o que pode acontecer com todos os nossos dispositivos inteligentes se esquecermos de envolver os usuários.

O desenvolvimento da Internet das Coisas (IoT) aponta para uma tendência de crescimento nos próximos anos. As previsões indicam que, em 2020, haverá 30 bilhões de produtos conectados, e os investimentos feitos no setor totalizarão 1,29 trilhão de dólares. Ao mesmo tempo, os levantamentos nos mostram que muitos consumidores têm dúvidas sobre a utilidade e a aplicação dessa tecnologia. De acordo com uma nova pesquisa conduzida pela Inizio/Semco, nada menos do que 60% dos entrevistados declararam que a tecnologia os deixam frustrados. Além disso, a tecnologia é o elemento mais frustrante do nosso dia a dia, à frente de problemas como engarrafamentos e vizinhos barulhentos.

O videoclipe abaixo que foi gravado na África do Sul, sob o comando de Hansie Visagie, se passa em um futuro não muito distante, onde, Alex, o fantoche, se enrosca em um emaranhado de fios para mostrar claramente a necessidade de uma abordagem mais focada nos humanos. Ao final, a campanha assina com a mensagem: "Just because it's connected, doesn't mean it's smart" (Só porque está conectado, não significa que seja inteligente). O cenário foi feito de papel e as marionetes foram criadas utilizando impressão 3D.



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09 novembro, 2016

Vítimas do Facebook, o lado oculto da internet

Seres humanos, por natureza, são criaturas sociais. Uma de nossas necessidades mais básicas e primitivas é se conectar com os outros. Quando o telégrafo foi inventado, no século 19, ele mudou tudo e todas as inovações que vieram posteriormente na comunicação tinham o mesmo objetivo: aproximar as pessoas.



Na internet, nós gravamos a nossa vida, interagimos com os outros e, sem pensar, compartilhamos as nossas experiências. É como se fosse uma versão moderna de nossa necessidade primitiva. Porém, todo o compartilhamento tem um risco pessoal. No documentário chamado "Vítimas do Facebook" ele nos mostra as consequências de pessoas que compartilham suas informações pessoais através das mídias sociais e que tiveram suas vidas modificadas pelo Facebook, seja por meio de dependência, demissão do emprego, término de relacionamentos ou até mesmo prisões, tudo por causa de suas próprias publicações ou de outras pessoas, no Facebook.

Para dar um contexto maior aos eventos, essas histórias são intercaladas com reflexões de especialistas nas áreas de sociologia, segurança da internet e mídias contemporâneas. Neste sentido, surge a questão: Você já imaginou que um simples clique pode gerar um grande transtorno para a sua vida? O documentário mostra, por exemplo, o caso da adolescente Thessa. Para comemorar os seus 16 anos, ela criou um evento no Facebook convidando os seus amigos para uma festa, porém, ela esqueceu só de verificar as políticas de privacidade do site e, sem querer, acabou tornando o evento público. Resultado disso, uma multidão de jovens invadiu a rua de Thessa e transformou o local num caos.


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15 abril, 2016

Quando a propaganda não sai como esperado

Após a aquisição da GVT, a operadora Vivo preparou o seu novo posicionamento. A campanha publicitária criada pela agência Y&R que mostra diversas situações reais pelo viés das expressões utilizadas na esfera digital demonstrou nesta quinta-feira (14) uma grande indignação por boa parte dos usuários de internet.


Isso porque há chance das operadoras começarem a limitar o uso de banda larga dos usuários após o fim da franquia. Desta forma, a companhia acabou se tornando alvo de muitas críticas e recebendo uma enxurrada de comentários, além de qualificações negativas, o que no final da história, a empresa acabou se tornando vilã. E como já era de esperar, a internet não perdoou e logo já se prontificou de fazer o seu protesto através de uma paródia contra a empresa de maneira bem peculiar.

A paródia criada por um usuário do Youtube feita em cima da campanha "Viver é a melhor conexão" mostra de forma sucinta aos consumidores os problemas que eles irão enfrentar quando quiserem acessar o conteúdo no futuro e depois disso, perceberem que sua franquia de dados estourou. Neste sentido, surgem algumas questões: Será que essa indignação é o suficiente para que a operadora possa ouvir, de fato, os seus usuários e consequentemente disso, voltar atrás para tentar chegar a um acordo que seja mais justo? Essa medida será que não fere o Marco Civil da Internet? Existe uma petição Contra o Limite na Franquia de Dados na Banda Larga Fixa, onde mostra de forma clara que esta mudança é ilegal, pois além de não trazer os benefícios aos usuários, também requer uma ampla discussão antes de ser aprovada.



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13 novembro, 2015

Como adicionar seus amigos sem ter internet?

A internet é a ferramenta mais poderosa já inventada no que diz respeito à amizade. Aliás, as redes sociais tornaram mais fáceis o contato para conhecer novas pessoas. Porém, e se não tivéssemos internet? Por isso, a Biscoitos Zezé lançou uma rede social que não precisa de internet para adicionar novos amigos.



Talvez você esteja lembrado da clássica rede social para momentos de folga e a volta da rede social mais antiga: a vizinhança. Desta vez, a Biscoitos Zezé volta novamente para reforçar o conceito de aproximar as pessoas. A campanha intitulada "Toalha Social" criada pela agência Mark+ propõe que pessoas peguem emprestado uma das toalhas disponíveis na estrutura espalhada no parque e praças públicas, de Pelotas, no Rio Grande do Sul, coloque no chão e deixe visível o convite de amizade impresso em sua superfície. Após usá-la, basta apenas devolver para que outras pessoas também possam aproveitar.

Diante disso, o que podemos constatar é que a proximidade física é essencial para que possamos sentir os efeitos benéficos das amizades profundas têm a nos oferecer. E no fim das contas, ainda precisamos estar próximos das pessoas de vez em quando para aproveitar de forma saudável o melhor dos dois mundos.


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01 agosto, 2015

O menino da internet: Aprender a aprender

Este documentário "The Internet's Own Boy" (O menino da internet) conta a história de Aaron Swartz, um prodígio da tecnologia que aprendeu muito cedo a aprender. Apesar de nunca ter completado a faculdade, circulava entre diversos professores das melhores universidades e conversava com eles de forma igual.



No início, o documentário mostra-nos que quando Aaron entrou no ensino médio ele não gostava da forma tradicional de ensino, isso porque ele sabia realmente como obter essas informações e, se ele precisasse aprender geometria, por exemplo, era só buscar um livro. E foi então que ele começou a encontrar formas alternativas, onde as pessoas pudessem realmente aprender as coisas em vez de apenas regurgitar fatos que os professores lhes diziam.

E esse tipo de caminho levou a questionar uma série de questões como a própria escola que ele estava estudando, a sociedade que construiu a escola, as empresas para o qual as escolas estavam treinando as pessoas e como o governo configura toda esta estrutura. O jovem programador norte-americano acreditava na mudança radical do mundo através da internet e da computação. Durante toda a sua vida, Aaron usou a programação computacional como uma forma de nos ajudar a resolver problemas e tornar o mundo um lugar mais democrático, justo e eficiente.

Porém, em uma destas tentativas, Aaron viria a usar a rede do MIT (Massachusetts Institute of Technology) para baixar massivamente milhões de artigos acadêmicos de uma base de dados privada chamada JSTOR. Perseguido pelo governo dos Estados Unidos, o jovem tornou-se injustamente uma vítima dos direitos e liberdades para os quais ele estava lutando. Nesse meio tempo, o Ministério Público dos Estados Unidos conduz a um processo criminal contra Aaron, que termina por levá-lo ao suicídio.

Enfim, imperdível para quem conhece o suficiente para se preocupar com a forma como as leis governam a transferência de informação na era digital, até porque atualmente o mais importante da informação é saber como encontrá-la e não simplesmente adquirir e armazenar, esperando utilizar um dia. Aliás, quem tiver curiosidade em aprender mais, saiba que sites como Wikihow ensinam a aprender literalmente a fazer qualquer coisa. Desde habilidades práticas como construir uma ferrovia em miniatura até ser uma pessoa bela. Mas lembre-se: Não dá para ignorar o papel dos professores, pois eles são fundamentais.



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13 fevereiro, 2015

A clássica rede social para momentos de folga

A falta de paciência e a correria do dia a dia são os maiores fatores de estresse da vida moderna. Estar conectado ao mundo já faz parte de nós, mas não necessariamente o tempo inteiro. Neste sentido, nós sentimos cansamos de ficar parados, somente nossas mãos e dedos movem-se em um dançar de digitações.


A velocidade da conexão é quase tão importante quanto à permanência do sinal. E ter a bateria do celular carregada é quase que pura alegria. Entretanto, abrir mão um pouco de estar conectado é essencial nos dias de hoje. Nos momentos de folga alguns preferem ficar horas na internet, outros preferem buscar outras formas para tirar uma soneca. Pensando nisso, a agência Mark+ deu sequência ao projeto chamado "Alimentando Amizades" para os Biscoitos Zezé nas praias e pelas ruas da cidade do Rio Grande do Sul.

A ideia da campanha foi disponibilizar redes de descanso para que as pessoas pudessem buscar outras formas de aproveitar a vida e, ainda assim, quem sabe fazer algumas conexões reais. O objetivo do projeto é aproximar as pessoas para que elas possam fugir da rotina e ainda trazer um pouco mais de conforto para os pelotenses. Confira ao vídeo case da ação disponível logo abaixo.



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06 fevereiro, 2015

Amizades improváveis entre diversos animais

Você não tem que ser um animal bonito para mostrar ao mundo como se relacionar com as diferentes espécies, mas isso também ajuda. A campanha intitulada "Be together, not the same" criada pela agência americana Droga5 mostra como é possível os animais diferentes conviverem juntos em plena harmonia.



Para ilustrar as amizades entre diferentes espécies, o Google resolveu apostar em uma fórmula clássica já bastante conhecida pelos usuários de internet através do apelo emocional. Com o intuito de reforçar o conceito do sistema operacional Android Lollipop, a companhia resolveu demonstrar de uma forma bem-humorada a amizade de diferentes espécies como um cachorro com macaco, elefante e carneiro e até mesmo um tigre com o urso, todos eles brincando e demonstrando os seus laços afetivos entre si.

Além disso, o que podemos perceber é como os animais conseguem muitas vezes demonstrar o verdadeiro significado afetivo e ainda conviver com as diferenças talvez ainda melhores do que os próprios humanos. O objetivo é demonstrar o seu diferencial como vantagem competitiva, já que o Android por ser um sistema aberto, permite que os usuários adquiram aplicações em diferentes dispositivos, ao contrário do sistema iOS que é fechado e de exclusividade de somente uma marca. A trilha sonora se chama "Oo-de-lally" de Roger Miller para o desenho animado do Robin Hood da Disney de 1973.



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28 março, 2014

Paródia denuncia problemas em Porto Alegre

Com as insatisfações estão acorrendo em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, um grupo independente resolveu usar a força de mobilização dos usuários da internet através das redes sociais, para alertar de uma forma bem-humorada alguns dos principais problemas que estão acontecendo atualmente na cidade.



O objetivo da campanha intitulada "Porto (un)Happy" é mostrar os problemas da cidade do jeito que o brasileiro gosta, com humor e leveza, mas sem perder o propósito. Dentre os problemas, estão algumas reformas sem previsão de conclusão, obras inacabadas por falta de recursos, hospitais em condições insatisfatórias, transportes públicos que vêm gerando uma série de protestos e a falta de segurança.

Em um comunicado que foi divulgado à imprensa, o grupo diz: "A iniciativa não está ligada a nenhum outro grupo contra os eventos da cidade, e sim, surgiu do cansaço de ficar somente sentado esperando alguém fazer alguma coisa. Esse é um projeto de reeducação e por amarmos (ou gostarmos) muito da cidade em que vivemos, resolvemos mostrar o que não anda dando certo e o que Porto Alegre precisa melhorar". A trilha sonora é do artista Pharrell Williams com a música "Happy".



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09 janeiro, 2014

Vovós falam palavrão em comercial do Habib's

Com o intuito de promover a novidade de suas massas italianas do cardápio, a agência Publicis resolveu convidar um grupo de vovós desbocadas em seu comercial. A campanha intitulada "Nonas Revoltadas" do Habib's mostra as reações das vovós após saberem da nova promoção de almoço realizado pela empresa.



Apesar da coragem do cliente em aceitar a proposta e do comercial ser veiculado apenas na internet, até porque na televisão atualmente seria inviável devido a censura, já podemos imaginar os desdobramentos do que está sendo ensinado no comercial ao público sem qualquer tipo de aviso sobre o conteúdo que é exibido. Não é a primeira vez que isso acontece, a montadora da Fiat, por exemplo, também utilizou desta fórmula para chamar a atenção do novo Punto série Black Motion.

Ora, parece que as marcas estão ficando cada vez mais vazias e sem valor, até porque marcas que seguem o lema "falem bem ou falem mal, mas falem de mim" são guiadas pela baixa autoestima e por não acreditar em suas próprias capacidades.

Apesar do bom humor também contribuir para ter uma saúde física e mental, e embora o brasileiro não tenha um grande discernimento cultural por suas próprias origens, vale a pena fazer um esforço para transmitir os valores reais de sua essência como marca, e se possível, tentar educar o povo brasileiro para mudar essa imagem que temos de nós mesmos. E então, será que é preciso apelar com esses tipos de expressões para chamar a atenção ou podemos usar uma linguagem adequada com criatividade?



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06 setembro, 2013

Provocação: Porta dos Fundos x Peixe Urbano

Até pouco tempo, fazer algum tipo de piada com marca ou produto, era uma pedida certa de receber um processo. Com o passar do tempo, alguns empresários perceberam que essa não seria uma boa estratégia e que ali havia uma oportunidade bastante interessante para se comunicar com seus fiéis consumidores.



Além disso, com a velocidade que as informações correm pela internet, os consumidores conquistaram a possibilidade de terem a sua própria voz. Um exemplo disso é a esquete mais recente do canal Porta dos Fundos que faz uma provocação ao site brasileiro de compras coletivas Peixe Urbano destinado para serviços locais.

Ora, tudo indica ser aquela tática já conhecida no meio publicitário: A gente levanta e você corta, ou seja, tudo possivelmente planejado por ambos, o que não tira o seu mérito oportuno de viralização do conteúdo. E se não bastasse, até a cerveja Devassa entrou na dança para pegar carona.

Mas deixando esse fato de lado, o ponto que queremos chegar é o seguinte: É possível observar que a maioria dos veículos de comunicação tendem a seguir pelo mesmo fluxo sem mostrar o que de fato realmente aconteceu sem nenhuma sensatez e clareza, até porque qual marca teria coragem de ser autêntica e ainda mostrar os valores e/ou princípios reais que tanto gostam de frisar em eventos de marketing digital que isto está em seu DNA?

Diante disso, podemos citar novamente o experimento de psicologia Ascensor para notar através de uma visão mais ampla, o poder que a influência social exerce não somente com pessoas, mas também entre as marcas, onde as reações dos consumidores funcionam como verdadeiros espelhos para que os veículos de comunicação possam fazer algum embasamento, sem haver qualquer tipo de contestação, ou seja, se o público falou, tá falado.



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30 agosto, 2013

A sociedade imediatista em tempos modernos

Não existe coisa mais chata do que aquela pessoa que te chama pra encontrar e fica o tempo todo ligado em várias novidades, menos em você. Pensando nisso, a produtora Pingo na Pia, especializada em vídeos de humor e crítica social, criou um vídeo bem-humorado que faz um apelo pelas relações mais humanas.



Hoje em dia as pessoas sabem o preço de tudo, mas não sabem o valor de nada. Em uma sociedade imediatista cada vez mais frequente nos dias atuais, o ser humano tem sido corroído cada vez mais pela ansiedade de viver o prazer imediato, tendo em vista que a expectativa está voltada para tudo que se possa obter pronto, com satisfação instantânea e sem demandas mais prolongadas.

Entretanto, quando os indivíduos demonstram ter mais interesse pelos objetos do que as próprias pessoas que as cercam, os valores nesse sentido se invertem. O resultado disso é uma geração que precisa demonstrar que para ser aceito pelos demais, é necessário mostrar a sua imagem positiva a qualquer custo, nem que para isto, precise fazer verdadeiros absurdos pela bandeira de um grupo.

Talvez você conheça o experimento de psicologia Ascensor. Estudos demonstraram que cerca de 25% das pessoas quando percebem que estão certos, nunca mudam sua opinião para serem aceitas pelo grupo, em torno de 75% mudam pelo menos uma vez, caso o experimento seja repetido diversas vezes e 5% sempre mudam para acompanhar o grupo.



Nota: O que você achou do vídeo?

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