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18 julho, 2022

O valor da privacidade por Glenn Greenwald

Glenn Greenwald foi um dos primeiros repórteres a ver e escrever a respeito dos arquivos de Edward Snowden, com suas revelações sobre a ampla vigilância dos Estados Unidos sobre cidadãos comuns. Nesta palestra feita no TED, Greenwald defende as razões pelas você precisa se importar com a privacidade.

Pessoas que dizem que privacidade não é importante tomam diversas precauções visando a proteger sua privacidade. Usam senhas em suas contas de e-mail e redes sociais, usam fechaduras nas portas de seus quartos e banheiros, tudo para evitar que outras pessoas entrem naquilo que consideram seu espaço e vejam aquilo que elas não querem que os outros vejam.

O jornalista também conta que Eric Schmidt (presidente e ex-chefe executivo da Alphabet, anteriormente denominada Google) ordenou que seus subordinados na empresa deixassem de comunicar com a revista online CNET, depois que ela publicou um artigo cheio de informações pessoais e particulares dele e obteve exclusivamente em buscas no Google e utilizando outros produtos da companhia.

Essa mesma contradição ocorreu com Mark Zuckerberg (CEO do Facebook) em uma entrevista em 2010, quando ele tinha anunciado que a privacidade não é mais uma "norma social". Após isso, Mark e sua esposa compraram não só sua própria casa, como também todas as quatro casas próximas, em Palo Alto, por um total de 30 milhões de dólares, para garantir que tivessem uma zona de privacidade, evitando que outras pessoas monitorassem sua rotina privada.

Após isso, Glenn diz que isso é da natureza humama, pois quando estamos sendo monitorados, observados, nosso comportamento acaba mudando e ficamos mais conformistas e submissos, além das possibilidades de comportamento que poderíamos ter se reduzem ao acharmos que estamos sendo observados, isso porque a vigilância em massa cria uma prisão mental, muito mais eficaz que a força bruta. Ao final, ele cita a ativista social Rosa Luxemburg: "Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prende".

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19 abril, 2021

Uma conversa com o futurista Gerd Leonhard

Nesta conversa com o seu produtor gravada na sua sala em Zurique, na Suíça, o futurista Gerd Leonhard reflete sobre o tema do seu próximo filme intitulado "O bom futuro", além de responder diversas questões. Que tipo de método devo usar para encontrar as principais previsões e como posso "voltar do futuro"? 


Porque o futuro é uma mentalidade e não um período de tempo? Porque estamos no ponto de inflexão da mudança exponencial? Porque é que o agora é tão diferente e porque é que os próximos 10 anos nos trarão mais mudanças do que os 100 anos anteriores? Quem definirá o que é realmente bom? Como vamos chegar a um acordo sobre como projetar "o bom futuro"? Se o capitalismo como o conhecemos é impróprio para o futuro que nos falta, quais são as alternativas? 

O futuro é pré-determinado? A liberdade pessoal será afetada como resultado das medidas de emergência da Covid-19? Como seria um bom futuro se não fosse distopia? Como transformar a crise climática numa oportunidade econômica? A tecnologia levará a mais isolamento social ou a relacionamento mais íntimos? O futuro não é algo que simplesmente cai sobre nós; é algo que criamos, todos os dias, por ação ou por inação. O futuro é nosso para ganhar ou perder. Teremos todas as ferramentas, mas teremos o "télos" (em grego, propósito)? Como diria o futurista norte-americano Alvin Toffler: "Os analfabetos do futuro não são aqueles que não sabem ler ou escrever, mas aqueles que não podem aprender, desaprender e reaprender".


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30 abril, 2020

O estado de vigilância com Edward Snowden

Quando o denunciante da NSA, Edward Snowden expôs detalhes de vários programas de monitoramento do governo em 2013, ele iniciou um tremendo debate a respeito da liberdade e segurança digital. O debate veio à tona, quando a companhia da Apple refutou uma ordem judicial do FBI para acessar um iPhone.


Na ocasião, o celular do autor do tiroteio em San Bernardino, na Califórnia. E para conseguir o acesso, o FBI teve que pagar mais de 1 milhão de dólares para um grupo de "hackers" profissionais para ajudá-lo a acessar o iPhone, isso porque a Apple se recusava a ajudar. No entanto, com o desenrolar das coisas, foi provado que Snowden estava certo, porque o FBI foi capaz de penetrar o iPhone sem a ajuda da Apple.

Nos últimos anos, uma controvérsia se instaurou sobre o monitoramento do governo dos Estados Unidos sobre seu próprio povo e trouxe este debate para um ponto crítico. Enquanto isso, jornalistas e ativistas estão sob ataque crescente de agentes estrangeiros. Para descobrir as reais capacidades do governo, e se qualquer um de nós pode, de fato, proteger nossas informações mais sensíveis, o fundador da VICE, Shane Smith foi até o lendário hotel Metropol, em Moscou, para encontrar-se com o homem que começou toda essa conversa, Edward Snowden. Aproveite para ativar as legendas em português no vídeo abaixo.


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16 abril, 2020

Capitalismo de vigilância por Shoshana Zuboff

No documentário intitulado "A Era do Capitalismo de Vigilância", a professora de psicologia social da escola de Harvard, Shoshana Zuboffr nos revela como as maiores empresas de tecnologia do mercado lidam com os nossos dados pessoais. Como recuperamos o controle destes dados? O que é o capitalismo de vigilância?



Para responder essas questões, Zuboff levanta a cortina de empresas como Google e do Facebook e revela uma forma impiedosa de capitalismo no qual o próprio cidadão, serve como matéria-prima. Estamos em 2000, e a crise do "ponto.com" causou feridas profundas. Como a startup do Google sobreviverá ao estouro da bolha da internet? Os fundadores da companhia não sabem mais como mudar a maré. Por acaso, o Google descobre que os "dados residuais" que as pessoas deixam para trás em suas pesquisas na internet são muito preciosos e negociáveis.

Esses dados residuais podem ser usados ​​para prever o comportamento do usuário da internet. Os anúncios na internet podem, portanto, ser usados ​​de maneira muito direcionada e eficaz. Nasce um modelo de negócio completamente novo: capitalismo de vigilância. De acordo com Zuboff, esse modelo faz ofuscar, desorientar, além de fomentar a ignorância com métodos indetectáveis e indecifráveis. 

O documentário também faz um contraponto com os Amish (grupo religioso cristão) baseado nos Estados Unidos e Canadá, conhecidos por seus costumes ultraconservadores, como o uso restrito de equipamentos eletrônicos (computadores adaptados especialmente para eles e sem internet), inclusive telefones (apenas chamadas e sem SMS) e automóveis (ao invés disso, usam charretes), onde parecem viver no passado e que talvez estejam a viver no futuro. Aproveite para ativar as legendas em português no vídeo abaixo.


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17 maio, 2019

Google é o novo Deus dos tempos modernos?

Há mais evidências para a existência do Google do que qualquer outro Deus adorado hoje. Nos próximos anos, a transformação digital irá trazer grandes mudanças. Quando você olha de maneira geral muita coisa está acontecendo e a noção de tecnologia está impactando perversamente todos os ramos de nossas vidas.


E mais, toda indústria operária em todas as partes do planeta. Neste sentido, surge a questão: Será que o mundo está preparado para a quarta revolução industrial? De acordo com o fundador do Google, ele diz: "Nós estamos literalmente começando o potencial dessa unificação. Google não se trata de mais um motor de busca, se trata da criação de um Deus". 

Na palestra do Trevor Paglen sobre "Invisible Images of Surveillance" (Imagens Invisíveis de Vigilância), ele diz que quando falamos sobre vigilância, estamos falando sobre todos os tipos de câmeras autônomas que detectam quando alguém está fazendo algo errado e tomam as medidas necessárias, tudo de forma pré-estabelecida através dos algoritmos, as forças invisíveis do cotidiano. Em 2020, o número de sensores na superfície da Terra irá aumentar drasticamente.

E para compreender melhor esse cenário, Trevor desenvolveu um projeto para ver aonde esses sistemas se juntam e se convergem, pois é a parte importante das comunicações globais e também para o sistema de vigilância. Nesses lugares muito específicos é coletada a maior parte dos dados que está vindo pelos sistemas de comunicação do planeta. E quais são os pontos em que um continente se conecta com outro? Em oceanos remotos (os lugares mais vigiados na face da Terra), através de dúzias de cabos de internet se cruzando pelo chão do oceano.

Outro projeto que Trevor tem trabalhado por muitos anos é tentar rastrear e fotografar todos os satélites secretos em órbita ao redor do planeta. O que ele descobriu foi que acabou encontrando um rastro do que é chamado de x-30-7B (drone espacial americano secreto) que atualmente está na sua quarta missão. O escritor norte-americano Dan Brown disse que a humanidade não precisa mais de Deus, mas pode desenvolver uma nova forma de consciência coletiva, com a ajuda da inteligência artificial, que cumpra a função da religião.



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09 janeiro, 2018

Você é o produto: Os custos dos sites gratuitos

Poucas pessoas aceitam pagar para acessar a um determinado site, já que foram acostumadas desde o seu início a conseguir tudo de forma gratuita na internet. Porém, o que quase ninguém observa é que os sites gratuitos também têm os seus preços. Nisto, você irá perceber que você não é o cliente e sim o produto.


O vídeo faz uma paródia com o famoso filme "The Matrix", onde ele nos mostra como é funcionamento da "internet gratuita" no qual conhecemos que, aliás, não é gratuita, pois você paga ele com sua identidade. Nisto, consta as páginas e pessoas que interagimos e até mesmo as palavras nas atualizações de status que são todas registradas e catalogadas. Após isso, os sites pegam essas informações, analisam e então, montam um perfil detalhado de quem nós somos, com os hábitos, as preferências e podem determinar a tolerância ao risco ou orientação sexual. Ao final, eles vendem essas informações aos anunciantes.

Além disso, o personagem da paródia nos mostra que esse deve ser um dos sistemas de propaganda mais invasivos (ou melhor, direcionadas) já inventados, até porque o site consegue determinar quem é mais vulnerável a um anúncio e aumentar a dose até que eles comprem cada vez mais. E tudo isso tem um preço, pois significa que estamos sob uma vigilância constante em troca dos serviços que recebemos "de graça". Ao final, o personagem também nos conta que para cada usuário que vigiam (por seus interesses, sua personalidade, as relações, a privacidade) eles ganham apenas 12 dólares, ou seja, abrimos mão dessa quantia para ceder muito mais que isso.


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17 agosto, 2017

Se o produto é de graça, então o produto é você

A maioria das pessoas possuem uma conta de e-mail ou até mesmo um perfil em rede social, porém, quase ninguém lê o contrato de adesão desses tipos de serviços. Já reparou na coincidência de sempre aparecer um produto que você precisa nas propagandas do site no qual você permitiu o acesso aos seus dados?


Além disso, você já percebeu que as tipografias das letras são colocadas na maioria das vezes com uma fonte pequena, sem serifa e em caixa alta (maiúsculas), justamente para dificultar a leitura do contrato, pois assim o texto vira um bloco de informação em vez palavras e espaços? Você tem alguma ideia para onde vão os nossos dados? Quem será que lê? Para quem interessa? Será que são vendidas? Para quem, já que são ou deveria ser informações privadas? Já pensou em quantos dados pessoais autorizamos (podendo haver atualizações no contrato) sem perceber o que há nas entrelinhas ou quantos dados sobre nós essas empresas têm? 

O consentimento serve para que a empresa possa reter seus dados por tempo que ela mesma desejar (já que não há garantia de remoção em sua totalidade) para evitar atos terroristas realmente? O governo tem o direito de ser protegido contra qualquer investigação não justificada, já que ao mesmo tempo segue as leis? O documentário mostra que empresas podem usar os seus dados até para prevenir uma comunicação particular e protestos, uma espécie de pré-crime igual no filme "Minority Report", onde o sistema permitia prever crimes com precisão e a taxa de assassinatos caísse para zero.

No entanto, o detetive John Anderton (personagem fictício) descobre que foi previsto um assassinato que ele mesmo fosse cometer, colocando em dúvida sua reputação ou quanto o sistema é confiável. Neste sentido, há um dilema moral: se alguém é preso antes de cometer o crime pode esta pessoa ser acusada de assassinato, pois o que motivou sua prisão nunca aconteceu? É como dizia o ditado: "Ás vezes pra se ver a luz é preciso se conhecer a escuridão". Como consequências disso, companhias começaram a explorar esses dados economicamente, criando uma gigantesca indústria de comércio de dados pessoais para empresas de publicidade direcionada, além de manterem as portas abertas para a espionagem dos cidadãos pelos seus governos sem nenhuma concessão, criando um estado de vigilância ininterrupta e quase onisciente. 

O documentário "Sujeito a Termos e Condições" investiga o acesso do governo e também das grandes corporações aos dados de usuários da internet, por meio de bancos de dados disponibilizados assim que o indivíduo aceita um termo de uso. Ao final, o documentário mostra que nenhuma lei dos EUA lidou com as políticas que permitissem que as agências do governo e as empresas abusassem de dados pessoais. No vídeo abaixo, você irá ver como governos e empresas podem invadir a sua privacidade pela internet.


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