A nuvem se espraia pelas plantações. Em vez de molhar, seca. Ela não traz a chuva e, em vez disso, traz o veneno junto para a população. Para você ter uma ideia, o Brasil é um dos maiores produtores mundiais de soja, algodão, milho e também um dos maiores consumidores de fertilizantes químicos e agrotóxicos.

O documentário chamado "Nuvens de veneno" expõe diversas preocupações com as consequências do uso desses agroquímicos no ambiente, especialmente, na saúde do trabalhador. O objetivo deste documentário é que possamos refletir sobre a forma que crescemos e sobre o tipo de desenvolvimento que queremos. No embate destes interesses entre o o agronegócio e a saúde pública, logo temos a saúde sacrificada. Quando se fala em combate às pragas, devemos saber que a praga é o próprio veneno.
Além disso, o documentário mostra de que o país precisar tomar um posicionamento diante do dilema que se apresenta: Em qual mundo queremos viver? O mundo envenenado do agronegócio ou da liberdade e da diversidade agroecológica? O outro alerta à população mostra como estamos nos alimentando mal e perigosamente por conta de um modelo agrário perverso, baseado no agronegócio. O perigo se estende aos trabalhadores rurais que são os quem manipulam os venenos, os animais, além de destruir a terra, poluir o ar e a água.
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