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18 julho, 2022

O valor da privacidade por Glenn Greenwald

Glenn Greenwald foi um dos primeiros repórteres a ver e escrever a respeito dos arquivos de Edward Snowden, com suas revelações sobre a ampla vigilância dos Estados Unidos sobre cidadãos comuns. Nesta palestra feita no TED, Greenwald defende as razões pelas você precisa se importar com a privacidade.

Pessoas que dizem que privacidade não é importante tomam diversas precauções visando a proteger sua privacidade. Usam senhas em suas contas de e-mail e redes sociais, usam fechaduras nas portas de seus quartos e banheiros, tudo para evitar que outras pessoas entrem naquilo que consideram seu espaço e vejam aquilo que elas não querem que os outros vejam.

O jornalista também conta que Eric Schmidt (presidente e ex-chefe executivo da Alphabet, anteriormente denominada Google) ordenou que seus subordinados na empresa deixassem de comunicar com a revista online CNET, depois que ela publicou um artigo cheio de informações pessoais e particulares dele e obteve exclusivamente em buscas no Google e utilizando outros produtos da companhia.

Essa mesma contradição ocorreu com Mark Zuckerberg (CEO do Facebook) em uma entrevista em 2010, quando ele tinha anunciado que a privacidade não é mais uma "norma social". Após isso, Mark e sua esposa compraram não só sua própria casa, como também todas as quatro casas próximas, em Palo Alto, por um total de 30 milhões de dólares, para garantir que tivessem uma zona de privacidade, evitando que outras pessoas monitorassem sua rotina privada.

Após isso, Glenn diz que isso é da natureza humama, pois quando estamos sendo monitorados, observados, nosso comportamento acaba mudando e ficamos mais conformistas e submissos, além das possibilidades de comportamento que poderíamos ter se reduzem ao acharmos que estamos sendo observados, isso porque a vigilância em massa cria uma prisão mental, muito mais eficaz que a força bruta. Ao final, ele cita a ativista social Rosa Luxemburg: "Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prende".

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27 janeiro, 2020

Que tipo de pessoa roubaria um smartphone?

Este é um documentário chamado "Find my Phone" (Encontre meu celular) criado pelo estudante de cinema Anthony van der Meer. Após ter o seu iPhone roubado na Holanda, ele percebeu rapidamente quantas das suas informações e dados pessoais o ladrão havia obtido de forma instantânea e sem grandes esforços.


Na Holanda, 300 boletins de ocorrências por semana são arquivados por roubo de smartphone. Além de perder o seu dispositivo caro, um estranho conseguiu acesso a todas as suas fotografias, vídeos, e-mails, mensagens e contatos. A partir disso, Anthony pensou: Que tipo de pessoa rouba um smartphone? E onde os smartphones roubados acabam? Para descobrir essa questão, ele então decidiu fazer uma investigação. 

Com isso em mente, Anthony comprou um celular Android e entrou em contato com o desenvolvedor de um aplicativo anti-roubo para que ele mudasse o nome do aplicativo para evitar que o ladrão pudesse de alguma forma reconhecê-lo. Instalando este aplicativo no sistema, as atualizações e restaurações tornaram impossíveis de serem realizadas, ou seja, o aplicativo ficou impossibilitado de ser deletado.

Após isso, Anthony foi até um local de grande circulação de pessoas para que o celular pudesse ser roubado de propósito. Através do aplicativo, ele conseguia rastrear a sua localização, ver suas mensagens, gravar as chamadas telefônicas, vídeos e tirar fotos. Ao final, apesar do dono ter conseguido encontrar a pessoa por trás do roubo de perto e pessoalmente, a pergunta permanece: Quão bem você pode realmente conhecer alguém quando se baseia nas informações recuperadas do telefone?


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17 agosto, 2017

Se o produto é de graça, então o produto é você

A maioria das pessoas possuem uma conta de e-mail ou até mesmo um perfil em rede social, porém, quase ninguém lê o contrato de adesão desses tipos de serviços. Já reparou na coincidência de sempre aparecer um produto que você precisa nas propagandas do site no qual você permitiu o acesso aos seus dados?


Além disso, você já percebeu que as tipografias das letras são colocadas na maioria das vezes com uma fonte pequena, sem serifa e em caixa alta (maiúsculas), justamente para dificultar a leitura do contrato, pois assim o texto vira um bloco de informação em vez palavras e espaços? Você tem alguma ideia para onde vão os nossos dados? Quem será que lê? Para quem interessa? Será que são vendidas? Para quem, já que são ou deveria ser informações privadas? Já pensou em quantos dados pessoais autorizamos (podendo haver atualizações no contrato) sem perceber o que há nas entrelinhas ou quantos dados sobre nós essas empresas têm? 

O consentimento serve para que a empresa possa reter seus dados por tempo que ela mesma desejar (já que não há garantia de remoção em sua totalidade) para evitar atos terroristas realmente? O governo tem o direito de ser protegido contra qualquer investigação não justificada, já que ao mesmo tempo segue as leis? O documentário mostra que empresas podem usar os seus dados até para prevenir uma comunicação particular e protestos, uma espécie de pré-crime igual no filme "Minority Report", onde o sistema permitia prever crimes com precisão e a taxa de assassinatos caísse para zero.

No entanto, o detetive John Anderton (personagem fictício) descobre que foi previsto um assassinato que ele mesmo fosse cometer, colocando em dúvida sua reputação ou quanto o sistema é confiável. Neste sentido, há um dilema moral: se alguém é preso antes de cometer o crime pode esta pessoa ser acusada de assassinato, pois o que motivou sua prisão nunca aconteceu? É como dizia o ditado: "Ás vezes pra se ver a luz é preciso se conhecer a escuridão". Como consequências disso, companhias começaram a explorar esses dados economicamente, criando uma gigantesca indústria de comércio de dados pessoais para empresas de publicidade direcionada, além de manterem as portas abertas para a espionagem dos cidadãos pelos seus governos sem nenhuma concessão, criando um estado de vigilância ininterrupta e quase onisciente. 

O documentário "Sujeito a Termos e Condições" investiga o acesso do governo e também das grandes corporações aos dados de usuários da internet, por meio de bancos de dados disponibilizados assim que o indivíduo aceita um termo de uso. Ao final, o documentário mostra que nenhuma lei dos EUA lidou com as políticas que permitissem que as agências do governo e as empresas abusassem de dados pessoais. No vídeo abaixo, você irá ver como governos e empresas podem invadir a sua privacidade pela internet.


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11 agosto, 2017

Será que somos realmente livres na internet?

A World Wide Web (rede mundial de computadores) foi concebida e construída a partir de um fundamento principal: a liberdade pela conexão em rede, e não demorou para se tornar o carro-chefe da liberdade de expressão. Com ela, passamos de consumidores de informação para também produtores de conteúdo.


Para termos uma noção, a China levantou uma verdadeira muralha para barrar as redes sociais e censurar buscas na internet. Para escapar desse bloqueio, os usuários utilizam redes privadas virtuais, as chamadas VPNs, elas criam um túnel de conexão protegido por criptografia que atravessa a muralha virtual até um servidor em outro país. Além disso, as citações ao Massacre da Praça da Paz Celestial e fatos ligados aos movimentos de Independência de Taiwan e do Tibet simplesmente não são encontrados.

Neste sentido, surgem algumas questões importantes: O quanto somos realmente livres na internet para acessar conteúdos e também nos expressarmos? Quem governa a rede? Com quais seriam esses interesses? Será que temos privacidade, de fato, já que para possuirmos ela, precisamos também concordar com os seus Termos de Uso (sempre que houver mudanças) e para usar obviamente, você terá que dar acesso ao seu microfone e câmera do dispositivo, por exemplo, para que o sistema possa gravar (todos esses dados e usá-los quando for preciso), filtrar, analisar, armazenar e avaliar todo seu comportamento, com finalidade segundo o próprio presidente Barack Obama de prevenir ataques terroristas?

Onde ficam os direitos humanos? Quem garante o direito de todos os cidadãos a uma conexão rápida e de baixo custo? Essas e outras questões são debatidas do documentário Freenet por especialistas e ativistas, como Lawrence Lessig, Sérgio Amadeu da Silveira, Jacob Appelbaum, Glenn Greenwald, Edward Snowden, Frank La Rue, Nnenna Nwakanma, Catalina Botero, entre outros. O filme passeia pela África, Índia, Estados Unidos, Brasil e Uruguai, mostrando iniciativas e obstáculos para a democratização do acesso à internet e para a garantia de neutralidade da rede.



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25 setembro, 2014

Facebook, o big brother dos tempos modernos

Atualmente vivemos como se fôssemos personagens de um imenso Big Brother, onde já não mais existe privacidade, pois até mesmo com um simples clique de um botão, é possível que as autoridades possam ter acesso para não somente levantar os diversos dados de sua vida, como também mapear tudo sobre você.


Uma coisa é certa, o Facebook mudou a forma de interação humana de toda uma geração, uma mudança que talvez perdure para sempre. Entretanto, a cada dia a sociedade torna-se mais invasiva, até porque estamos sendo vigiados a todo instante. Neste sentido, quem será que vai vigiar os vigias que vigiam os vigias que nos vigiam? Como diria Benjamin Franklin: "Aqueles que abrem mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária não merecem nem liberdade, nem segurança".

Diante de insônia, ruídos estranhos ou aquela sensação de estar sendo seguido a todo o momento em qualquer lugar, o Facebook pode estar tirando o seu sono ou até mesmo te matando aos poucos. Esta é uma paródia inspirada na maior rede social da atualidade, produzido pelo canal de humor Amada Foca especializado em vídeos de humor e crítica social que mostra como a rede social pode ter se apoderado de sua vida de tal forma, onde tudo o que você disser poderá ser usado contra você, algum dia se precisar.


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08 agosto, 2014

Você conhece o caixa eletrônico dos sonhos?

Geralmente os bancos costumam ser todos iguais, há uma agência em cada esquina, existe o horário para abrir e fechar, também há aquela famosa corrente na caneta para evitar que alguém pegue "emprestado", além daquela variação nas taxas e juros a níveis de assalto na tentativa de fidelizar seus consumidores.



Porém, o banco TD Canadá Trust decidiu mostrar que sabe "stalkear" (observar a sua rotina) realmente os seus clientes a ponto de escancarar a sua privacidade neste vídeo para qualquer um ter acesso aos seus interesses mais íntimos. Para demonstrar na prática que a agência tem informações suficientes para vigiar controlar você, a agência canadense Leo Burnett criou uma ação de marketing promocional através de um caixa eletrônico para surpreender alguns de seus clientes e agradecer por fazer parte da história.

Através de uma trilha sonora emocional, a intervenção nos caixas eletrônicos (ATM, em inglês) foram instalados em Toronto, Montreal, Calgary e Vancouver, onde foi realizado surpresas para algumas pessoas que foram previamente selecionadas que variava desde uma experiência para um fã de beisebol até mesmo uma passagem aérea para Trinidad a uma mulher, no qual sua filha iria ser operada de um câncer. 

Se por um lado a agência foi autêntica e fugiu dos comerciais padrões de banco, apesar de lembrar as tradicionais campanhas focadas na felicidade da Coca-Cola, por outro, a ação toca em outras questões mais delicadas e que deveriam ser importantes, como a própria privacidade e o uso das informações sem o consentimento delas que acabam passando despercebidas.



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